31
Mai 07

Depois do sucesso que foi «O Labirinto do Fauno», eis que chega mais um filme falado em espanhol, com cunho de filme a ver. Desta vez, é Agustin Diaz Yanes quem traz uma história baseada nos livros de Arturo Pérez-Reverte, com Viggo Mortensen no principal papel, e ainda com Ariadna Gil (também presente no filme de Guillermo Del Toro) e dois membros do clã Bardem: Carlos e Pilar, mãe e filho, sendo Pilar mãe do também famoso Javier (que ganhou o prémio Goya de Melhor actor em 2004, por «Mar Adentro») e Carlos seu irmão.

Do nosso país vizinho chega-nos então «Alatriste», com estreia anunciada para 7 de Junho.

 


Bons trailers e bons filmes,
Filipe Vilhena e Alexandra Silva

publicado por FV às 09:35
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29
Mai 07

 

Jeff Buckley... uma voz potentíssima, um músico genial... ao qual a morte chegou precocemente, morrendo afogado, em Memphis, há precisamente 10 anos.

Para assinalar a data e não esquecer este genial músico, deixamos aqui esta pequena lembrança, desejando que tal seja verdade e Buckley tenha mesmo vida eterna entre nós...

 

"Eternal Life"

Eternal Life is now on my trail
Got my red glitter coffin, man, just need one last nail
While all these ugly gentlemen play out their foolish games
there's a flaming red horizon that screams our names
And as your fantasies are broken in two
Did you really think this bloody road
would pave the way for you?
You better turn around
and blow your kiss hello to life eternal, angel

Racist everyman, what have you done?
Man, you've made a killer of your unborn son...
Crown my fear your king at the point of a gun
All I want to do is love everyone...

And as your fantasies are broken in two
did you really think this bloody road
would pave the way for you?
You better turn around
and blow your kiss hello to life eternal

Oh...

There's no time for hatred, only questions
Where is love, where is happiness, what is Life,
where is peace?

When will I find the strength to bring me release?
And tell me where is the love in what your prophet has said?
Man, It sounds to me just like a prison for the walking dead
And I've got a message for you and your twisted hell
You better turn around and blow your kiss goodbye
to life eternal angel...
Angel...

Alexandra Silva & Filipe Vilhena


publicado por FV às 14:25

26
Mai 07
Num fim-de-semana repleto de festividades aqui para os nossos lados, teremos que unir esforços e cumprir arduamente. Vai daí, esta música dos grandes Muse, que tanto nos marcou, é o teledisco ideal da semana.
Aqui fica Muse com Invincible.
PS: E tem playmobil:P

 

 


Filipe Vilhena & Alexandra Silva
publicado por FV às 10:25

25
Mai 07
Para quem gosta de uns bons sustos, um filme de terror, com o selo do Fantasporto 2007, tendo estado na selecção oficial. Com realização do espanhol Nacho Cerdá, e um argumento bastante original. Certamente a não perder. Com estreia agendada para o próximo dia 31 de Maio, em todo o país. «The Abandoned»:


Bons trailers e bons filmes,
Filipe Vilhena e Alexandra Silva
publicado por FV às 12:43
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24
Mai 07

 

Depois da iniciativa Lisboa Cidade do Livro, eis que chega até à nossa cidade, como tem sido habitual nos últimos anos, a Feira do Livro de Lisboa, no Parque Eduardo VII.

 

De 24 de Maio a 10 de Junho teremos então a oportunidade de comprar os livros que quisermos, novos e usados, a preço de saldos.

 

Para mais informações consultar o site oficial do evento

 

Boas leituras e boas compras,

Alexandra Silva e Filipe Vilhena

publicado por AS às 09:07

22
Mai 07



Sinopse: Este é o mais célebre de todos os casos que ficaram por resolver. O rasto de morte deixado por um louco que nunca foi capturado; o assassino que comunicava por cifras e fez uma nação tremer de medo. Reconheceu publicamente ter morto 13 vítimas, depois, mais 24. A Polícia conseguiu relacioná-lo com sete mas a verdadeira contagem de mortes poderá nunca ser conhecida.

Baseado na verdadeira história de um assassino em série que aterrorizou a área da Baía de São Francisco durante décadas, "Zodiac". A caça ao homicida tornar-se-ia uma obsessão para quatro homens, uma obsessão que os transformaria em sombras, as suas vidas construídas e destruídas por um rasto infindável de pistas: um tímido cartoonista, Robert Graysmith, um jornalista cínico e experiente, Paul Avery, um ambicioso Inspector de Homicídios, David Toschi, e o seu parceiro discreto e meticuloso, o Inspector William Armstrong.

Crítica: Zodiac é a história verdadeira de um assassino em série que aterroriza a Bay Area californiana na passagem dos anos 60 para os 70 e nunca foi apanhado. É a história de vidas que escorregaram para a paranóia. É a história de uma obsessão contada de maneira obsessiva por um realizador obsessivo, David Fincher.

Obsessão é a palavra certa para descrever serial-killers misteriosos, que ainda hoje se procuram conhecer. Obsessão/ fascínio por casos abertos, assassinos nunca desvendados. Conjugação do fascínio em Jack, the Ripper, com o conhecimento de Zodiac, o assassino que, tal como Jack, matou e nunca foi descoberto. A história que, tal como a de Jack, tanto me fascina e interessa... há o fascínio por detectives, o meu prende-se com misteriosos serial-killers.

Mas, falando do Zodiac de Fincher (realizador que trouxe os obsessivos e fantásticos Se7en e Fight Club). Este não é um qualquer filme sobre um caso misterioso por desvendar. Primeiro que tudo, é um filme de David Fincher.

Mostra o mistério, desafio, frustração… mostra o ambiente típico de Fincher, onde se encontra a necessidade de saber. Não quem, porquê, como, quando, onde… apenas saber. Robert Graysmith que o diga… Dave Toschi que o diga (“já não sei se queria que fosse ele o assassino por ele o ser mesmo ou só para que isto acabasse de vez”)… Paul Avery, Bill Armstrong, Sherwood… o desfilar de personagens de Zodiac anseia… Saber. Isso quase custa a sanidade, emprego, família a Graysmith, leva Armstrong a abandonar a investigação e Avery a entrar no mundo de álcool e drogas.

Zodiac, de David Fincher recria exaustivamente a investigação, abrangendo 3 décadas com um detalhe e minúcia apenas ao alcance de si mesmo. As sublimemente encenadas recriações dos crimes soam reais, tal é a atenção investida por Fincher no detalhe – foi sua preocupação não colocar nada no filme que não pudesse ser corroborado por provas e factos recolhidos no processo de investigação. A câmara de Fincher, clássica como em The Game e despida de artifícios, capta magnificamente toda a vibração da San Francisco da época, com a ajuda da inspirada banda sonora. Para além disso, a inclusão de inúmeros apontamentos, como a estreia de Dirty Harry a que o detective Toschi (sim, foi ele que inspirou o Bullitt de Steve Mcqueen!) ironicamente assiste, imergem o espectador no espírito de então.

A forma como o caso lentamente se apodera do detective Toschi e do seu parceiro, brilhantemente interpretados por Mark Ruffalo e Anthony Edwards, é convincente – a empatia criada para com as personagens é imediata. Algo que já não acontece na facção jornalística do filme: Robert Graysmith, o autor dos livros em que o argumento se baseia (e verdadeiro guru da investigação dos crimes reais), é introduzido como um simpático e tonto cartoonista de jornal na primeira metade do filme, não desviando quase nenhuma atenção para si quando, na segunda e superior metade, será o protagonista absoluto da trama. Também o Avery de Downey Jr., muito próximo dos excessos que o actor cometeu, começa por anunciar uma personagem forte para depois se tornar um elemento acessório na parte final.

Como está, é um excelente e virtuosíssimo relato policial, com uma tremenda segunda parte de investigação obsessiva – é aí que o filme se solta e carrega no suspense, originando uma das melhores cenas que Fincher já filmou, a visita de Graysmith ao projeccionista, digna do melhor Hitchcock. É um dos grandes filmes policiais dos últimos anos, sem dúvida, e faz com Se7en um memorável díptico que atinge patamares inalcançados por outros objectos da mesma linhagem.

publicado por FV às 18:09

Sinopse: Verão de 1870. Ramalho Ortigão é raptado. Decide então desafiar o seu amigo Eça de Queirós para escreverem um policial para o Diário de Noticias. O enredo deste folhetim passa-se entre Sintra e Malta e tem como figuras principais vários membros da aristocracia da sociedade lisboeta da época: Luísa, que é casada com o Conde de V. a quem é infiel por força da sua paixão pelo capitão inglês Rytmel; Cármen, uma mulher cubana, de sangue quente que não olha a meios para alcançar os seus fins e Vasco, que é primo da condessa Luísa e por quem está apaixonado. A trama avança, e com ela crescem ameaças, duelos, sexo e intrigas. Lisboa está em alvoroço. Ramalho e Eça são ameaçados. Sabem demais. Os crimes sucedem-se a passos largos, numa história onde o amor é mais forte do que a tradição, a intriga escapa às evidências e tudo corre freneticamente como num jogo. Será que houve mesmo crime? Será que Ramalho foi mesmo raptado?
Estas são as perguntas que sustentam o conflito entre os nossos dois autores. As personagens criadas no folhetim, afinal podem ser reais? Toda a gente se toma pelo Conde atraiçoado. À medida que o folhetim avança, cresce o envolvimento dos escritores que sofrem na pele as perseguições daqueles que sentem a história como real.
E o que pensa a sociedade, o director do Jornal, o grupo de intelectuais com que os autores convivem e as próprias personagens da ficção, ou será que são da realidade?
 
Crítica: Este filme, realizado por Jorge Paixão da Costa traz uma lufada de ar fresco às salas de cinema portuguesas, retratando uma época carismática onde os valores da sociedade se reflectiam numa mentalidade materialista e de aparências. Numa crítica constante aos costumes e mentalidades da época, esta adaptação mantém-se sempre entre o romance, a promiscuidade e o policial. Daqui sobressai então a importância desta dupla de escritores que representam uma espécie de mentes lúcidas da época, em especial Eça, que teima em insistir no lado crítico do folhetim enquanto que Ramalho se sente tentado a escrever o enredo de uma forma mais superficial e politicamente correcta. Esta dupla é brilhantemente interpretada por dois excelentes actores: Ivo Canelas (Eça) e António Pedro Cerdeira (Ramalho) que tem neste filme um desempenho excelente e que em muito contribuem para a boa “condução” do mesmo, com sucessivos apontamentos de humor, discretos mas bem conseguidos. Em paralelo, o romance do impecável Capitão inglês William Rytmel com a condessa Luísa e a intervenção de Cármen, é o primeiro dos muitos pretextos para uma caricatura feroz sobre as relações luso britânicas, numa época que antecedeu o Mapa Cor-de-Rosa e o Ultimato, em que se revelavam já muitas das tensões que se viriam, em breve, a agravar. Como diz, então, Eduardo Coelho – o director do Diário de Notícias – todos têm os olhos sobre o folhetim e os seus autores; "o Governo, as Cortes, a Igreja, o Rei...". Todos aguardam a saída do próximo capítulo, capaz de ter influência na estabilidade social. Nicolau Breyner, como director do DN, tem também um excelente papel, mesmo tendo em conta a relativa brevidade da sua intervenção.
O realizador mostrou também alguma preocupação em humanizar estes personagens que, progressivamente conseguem fazer passar para o espectador os seus sentimentos, angustias e, principalmente os sentimentos de raiva contra uma sociedade tão falsa e fechada.
São os pormenores que enaltecem esta longa-metragem, já para não falar dos cenários, da caracterização e do guarda-roupa, fazendo-nos mergulhar por completo no retrato do nosso país no século XIX, embrenhado num mistério que teima em não se resolver e que nos deixa cheios de curiosidade até ao final do filme.
O Mistério da Estrada de Sintra é, portanto, mais um filme a contribuir para o equilíbrio da produção do cinema português, que nos últimos anos tem mantido uma certa regularidade, uma maior variedade de géneros e, sobretudo, uma qualidade média que vai crescendo progressivamente.
publicado por AS às 17:51

21
Mai 07


Começa hoje mais uma "Monstra" - Festival de Animação de Lisboa, este ano com uma retrospectiva russa, muitas curtas, a "monstrinha" para os mais jovens...entre outras actividades.
O programa completo pode ser visto aqui.  
Para quem gosta de animação, um evento a não perder. De 21 a 27 de Maio.

publicado por FV às 16:09

19
Mai 07
Uma das revelações britânicas dos últimos anos, os Bloc Party acabadinhos de actuar no Coliseu de Lisboa (e com nova actuação a 3 de Julho no SuperBock SuperRock), apresentando o seu segundo disco, "A Weekend in the City", mostrando todo um  misto de energia e sensibilidade com que o jovem quarteto tem ajudado a renovar o rock e áreas circundantes. Ao lado dos Arctic Monkeys são uma das bandas reformadoras do novo Britpop. Aqui fica o seu último single: I Still Remember.



Filipe Vilhena & Alexandra Silva
publicado por FV às 16:57

18
Mai 07



Sinopse: O sol está a morrer e consequentemente, a humanidade está a morrer com ele, devido ao arrefecimento que a Terra sofreu.

A última esperança da humanidade reside numa missão espacial, que envolve enviar uma equipa de 8 tripulantes numa viagem “solar” com uma bomba que irá dar nova vida à estrela. Após a tentativa falhada pela primeira missão, esta ainda tem que contar com uma pressão acrescida: se falharem, não haverá tempo para enviar uma terceira missão.

Mas a certa altura da viagem, sem contacto rádio com a Terra, a sua missão começa a desenrolar-se. Há um acidente. Um erro fatal. E um sinal de emergência de outra nave espacial que desapareceu sete anos antes.

Brevemente a equipa não só estará a lutar pelas suas vidas como pela sua sanidade.

 

Critíca: Danny Boyle, realizador de Trainspotting e 28 Days Later, reanima o género sci-fi com um piscar de olho ao passado. Assume as suas influências e homenageia filmes clássicos de ficção científica, sem perder a identidade ou originalidade. Lembra, por exemplo, Alien, na medida em que consegue criar um ambiente e colocar o espectador a partilhar o mesmo espaço que as personagens, apertando-o gradualmente até ser quase impossível respirar. Ao mesmo tempo apresenta-nos a dimensão potencialmente religiosa da luz, e da relação entre indivíduos provenientes de uma civilização cientificamente avançada e o espaço perigoso que se encontra para lá da razão. Outra coisa que Boyle consegue explorar neste filme são as mensagens intrínsecas como o futuro do planeta ou a existência de Deus.

Missão Solar é asfixiante. É incómodo e visivelmente impressionante. Com planos extremamente arrojados e passagens de cena em cena que deixam qualquer um com um ritmo cardíaco mais acelerado, o filme consegue não se tornar desinteressante, embora por vezes peque pelo ritmo inconstante a que nos tenta habituar. Aliás, este consegue ser um dos defeitos do filme, porque tão depressa nos faz bocejar como estar agarrados à cadeira à espera do que irá acontecer a seguir. Mas mesmo assim, não deixa de ser cativante.

 Sunshine é um filme de opostos em quase todas as suas vertentes. Para infortúnio do espectador, a sua linha narrativa é uma delas. Com uma primeira metade absolutamente primorosa em todos os aspectos, Danny Boyle consegue criar uma exímia atmosfera de tensão crescente, que não consegue depois sustentar com a mudança radical de estilo causada pela introdução de um vilão patético e entorpecido na história. Além disso, Boyle também caiu no erro de transformar o filme numa discussão teológica e filosófica supérflua e inócua, só para não falar que esta mudança foi forçada, deixando alguns pontos de interrogação na personagem de Pinbacker.

 De qualquer das formas, Missão Solar não deixa de ser uma boa proposta para os menos cépticos. A realização e a cinematografia de Boyle são de alto gabarito e competência, numa adaptação irrepreensível e imaculada ao género do realizador britânico. Insidiosamente, a deliberação decisiva da obra é completamente desencaixada do que tinha sido feito até então, numa reviravolta infeliz que “envia” um potencial clássico de ficção científica de volta à Terra.

Mas aquilo que mais aprecio é definitivamente que este projecto, embora não tenha sido completamente bem sucedido, tenha caído nas mãos de Danny Boyle, porque assim foi possível recriar um cenário virtualmente realista de terror psicológico, de relações em declínio pela ameaça da morte, de choque mental, longe do habitual síndroma de espectáculo e da projecção do herói americano e da típica história de amor para embalar (Armageddon lembra-nos alguma coisa?), isto é, as habituais americanices. E é isto que acaba por tornar Sunshine diferente, e agradável ao espectador, embora se possa sair do cinema com alguma desilusão.

publicado por AS às 15:28

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