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Nov 07

 

Sinopse: "Planeta Terror" é a parte realizada por Robert Rodriguez do projecto "Grindhouse", co-assinado por Quentin Tarantino de quem já estreou "à Prova de Morte". É uma homenagem aos filmes de série Z e às salas de cinema que os exibiam e em que na versão original trailers de filmes imaginários uniam os dois filmes. E, tal como no filme de Tarantino, voltam os riscos na cópia, as falhas de som e tudo o que um filme série Z tem direito. No filme "Planeta Terror", o casal de médicos William e Dakota Block (Brolin e Shelton) descobrem que a cidade está inundada por pessoas cobertas de feridas e um suspeito vazio nos olhos. Entre os feridos está Cherry (McGowan), uma stripper a quem a perna foi arrancada do corpo durante um ataque à beira da estrada. Wray (Rodriguez), a sua antiga cara-metade, está ao lado dela e a protegê-la. Cherry pode estar abatida, mas ela ainda não dançou a sua última dança. Enquanto os inválidos rapidamente se tornam agressores enraivecidos, Cherry e Wray conduzem uma equipa de guerreiros acidentais pela noite, em direcção a um destino que deixará milhões infectados, inúmeros mortos e alguns sortudos a lutar para encontrar o último canto seguro do Planeta Terror.

Crítica: Este “Planeta Terror” apresenta um registo muito mais gore e satírico que a sua parte complementar “À Prova de Morte”. Nesta homenagem a filmes de zombies série Z dos anos 70, Rodriguez recorre à extrema violência, ao sexo e a grandes quantidades de sangue para o seu exercício nostálgico sobre o cinema que marcou a sua juventude.

Neste filme, o realizador de “Sin City” traz consigo Rose McGowan (que também participa na parte de Tarantino desta Grindhouse) em grande plano, no papel de uma dançarina de bar, que sonha ser comediante e que se cruza com um ex-namorado – Wray, interpretado por Freddy Rodriguez também em excelente forma – num restaurante que dará muito que falar…

Por outro lado, vemos Josh Brolin e Marley Shelton, como um casal de médicos disfuncional, que protagonizam alguns dos momentos mais cómicos – comédia negra entenda-se – desta película alucinante.

Satirizando as convenções, este é um filme que faz troça de si mesmo, com explosões tremendas, sangue a esguichar por tudo o que é lado, zombies nojentos, mortes imaginativas, mulheres lindíssimas e diálogos espirituosos. Deste modo, temos uma mistura de agressividade feminina e machismo, momentos absurdos e geniais… faltando-lhe um pouco da banda sonora sempre ao melhor nível de Tarantino, sendo também um pouco esquecidos os riscos, sobreposições de diálogos e problemas de cor e continuidade característicos dos filmes aqui satirizados, com excepção da famosa bobina desaparecida…

Temos assim interpretações satisfatórias num elenco que conta ainda com Bruce Willis, Fergie  (dos Black Eyed Peas) e o próprio Tarantino, bem como Naveen Andrews (o Sayid da série “Perdidos”).

Existem ainda diversas ligações entre esta e a parte complementar realizada por Tarantino. Temos Rose McGowan em ambos os filmes, temos a dra. Dakota Block a surgir em “À prova de morte”, temos ainda uma referência ao programa de Jungle Júlia (personagem do mesmo “À prova de morte”). No fundo temos a complementariedade de dois filmes, que funcionam bem separados no entanto. P’ra nós, a preferência recai sobre “À prova de morte”, muito por culpa da espectacular banda sonora…

 

publicado por FV às 10:13

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