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Mar 08

                                                          

Dexter Morgan é técnico dos serviços médico-legais da polícia de Miami e um trabalhador exemplar: consciencioso, eficaz e perfeccionista. Mas Dexter, o imperturbável, tem o seu próprio grande problema, sendo um cidadão acima de qualquer suspeita, é um assassino. Dada a sua rectidão não mata qualquer um, limita-se a desembaraçar este mundo das pessoas que o tornam um lugar desagradável para viver. Dexter, justiceiro por conta própria, torna-se o assassino de serial killers.Tudo corria bem até que aparece um duplo de Dexter, mas um duplo sem escrúpulos que acaba por atrapalhar a "limpeza" do justiceiro Dexter. A raiva atinge este justiceiro quando começa a perceber que – entre ele e o seu duplo – o que os une parece mais forte do que tudo que os separa.

 

Dexter, como foi descrito acima, é um técnico dos serviços médico-legais, que também é um assassino, embora não seja um assassino qualquer. Encontrado por um policia numa cena de crime, Dexter foi adoptado por esse policia, Harry Morgan, que cedo se apercebeu que Dexter era diferente, não conseguindo sentir o que as pessoas normais sentiam, não conseguindo ter as mesmas emoções, desenvolvendo cada vez mais uma necessidade incontrolável de matar.

Basicamente, este livro tenta contar a história de um sociopata que durante o dia trabalha para a polícia e à noite trabalha para o seu Passageiro das Trevas, que o leva a matar.

No entanto, o que de facto torna a história interessante é a normalidade com que Dexter aparenta viver, a forma como ele se relaciona com as pessoas, principalmente com a sua irmã, Deborah, que é policia, a quem Dexter tenta ajudar a progredir, mas sendo travado por LaGuerta, uma policia implacável que não gosta que se atravessem no seu caminho, e que por essa razão, detesta Deborah, e com Rita, uma amiga com quem se envolve, mas nunca duma forma carnal.

A história vai-se desenrolando, levando-nos a duvidar se Dexter sofre de algum tipo de esquizofrenia ou se há algo no passado dele, na sua infância que o possa ter tornado naquilo que ele é. A narrativa faz-me lembrar, principalmente a partir do momento em que surge o duplo, O Terceiro Gémeo de Ken Follett, numa versão mais violenta e sanguinária. No entanto o livro “peca” porque por vezes confunde o leitor, ficando na dúvida se o Passageiro das Trevas é algo sobrenatural, ou se é apenas a “força” que impele Dexter a assassinar; a sua ligação ao duplo é também dúbia: Este será apenas alguém que quer incriminar Dexter ou é fruto da sua imaginação? Que ligação terão eles, se é que tem alguma?

O livro é muito bom, a narrativa, embora com algumas falhas consegue prender o leitor à história. No entanto, a série (que passa às Quartas-Feiras na 2) acaba por complementar e tornar a história de Dexter mais cativante, porque consegue retirar este lado por vezes confuso que existe no livro.

publicado por AS às 14:33

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