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Sinopse: O último filme do inovador realizador James Wan, é uma clássica história de vingança. Nick Hume (Kevin Bacon) é um calmo executivo com uma vida perfeita, até que numa noite terrível ele testemunha algo que o mudará para sempre. Transformado pela dor, Hume chega afinal à perturbante conclusão que nada pode ser mais importante do que proteger a sua família.

 

Crítica: O que faria se visse o seu filho ser assassinado por um gang à sua frente? O que faria se, mesmo sabendo que erra, este filho fosse o seu “favorito”? O que faria se soubesse que o fizeram just for the fun e p’ra se integrarem no mundo do gang?

São estas perguntas que Nick Hume (Bacon), um executivo bem sucedido de uma família quase perfeita, faz a si próprio, quando assiste à morte do seu filho, que era um bem sucedido jogador de hóquei podendo vir a ser profissional, às mãos de um gang naquilo que ele próprio vê como um assalto mas que no fundo não era bem isso…

Um filme com muita violência, num ritmo frenético, onde é visível a falta de coordenação, organização e muitas vezes credibilidade, dos tribunais e polícia, que levam a Nick tomar as rédeas do assunto e motivar uma guerra difícil de vencer e que lhe trás muitas amarguras…

Nick, aqui interpretado por Kevin Bacon (mais uma excelente prestação deste grande actor) é um personagem que acaba por ser “acarinhado” pelo público, sentindo a grande maioria de nós a revolta que o assola. A sua vendetta pessoal leva-o por caminhos tortuosos que qualquer um de nós, na mesma situação, poderia bem encontrar…

É neste “protótipo” de vigilante, pai de família a procurar vingança, que se encaixa esta película, muito bem realizada – de notar a ausência de exageros típicos neste género de filme, no cinema americano, como são exemplos as explosões, mortes absurdas e tiroteios completamente estapafúrdios.

Mais uma palavra para referir que Kevin Bacon tem momentos geniais completamente a fazer lembrar De Niro, em Táxi Driver, assim como a realização a lembrar os clássicos de Charles Bronson, bem como jogos de computador, como por exemplo Max Payne.

No global, uma película forte, tocante, mas repleta de acção, momentos de comédia, tensão… e sem o habitual exagero do cinema norte-americano, que acaba por retirar algum do valor e mérito às películas deste género.

 

publicado por FV às 12:07

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