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Jun 08

Sinopse: A mais recente aventura de Indiana Jones tem o seu início no Sudoeste desértico, em 1957 - no auge da Guerra Fria. Indy e o seu companheiro Mac (Ray Winstone) escaparam por pouco a um confronto com maléficos agentes soviéticos, num aeródromo remoto. Agora, o Professor Jones voltou a casa, à Faculdade Marshall - para descobrir que as coisas foram de mal a pior. O seu amigo íntimo e reitor da faculdade (Jim Broadbent) explica que as recentes actividades de Indy o tornaram suspeito e o governo começou a pressionar o estabelecimento de ensino para despedi-lo. Ao sair da cidade, Indiana encontra o rebelde e jovem Mutt (Shia LaBeouf), que guarda um certo rancor contra o arqueólogo aventureiro, mas que lhe traz uma proposta: se ele ajudar Mutt numa missão de carácter intimamente pessoal, Indy pode muito bem fazer uma das mais espectaculares descobertas arqueológicas da história – a Caveira de Cristal de Akator, um lendário objecto de fascínio, superstição e terror...

 

Crítica: 19 anos depois da última aventura, o verdadeiro herói, o verdadeiro arqueólogo, que nos fez ter vontade de o ser em crianças… regressou para mais um rol de fugas, descobertas, mistérios … Nesta nova aventura, passada na guerra fria, com vilões temíveis como Irina Spalko (mais uma interpretação – e transfiguração – genial de Cate Blanchett), Harrison Ford mostra que velhos são os trapos, estando ainda bem à altura da aventura, embora claro, com menos velocidade, mais grisalho… mas mesmo assim apto para todos os desafios de interpretar Indiana Jones mais uma vez. Uma nota também para os argumentistas que colocam Ford a brincar com o facto de estar mais velho, cansado e mais lento… dando um toque de clássico ao épico que se tornou Indy. Shia LaBeouf apresenta-se aqui também em muito bom plano como Mutt, tendo uma química impressionante com Harrison Ford, o que depressa facilita as cenas de acção da película, onde ambos estão enérgicos, a saltar, correr, balançar em cordas, saltar de carros… Uma excelente surpresa, este filme, este regresso do eterno herói de aventuras, com Harrison Ford em muito boa forma, Shia LaBeouf a surpreender, Cate Blanchett ao seu nível, John Hurt com um papel e interpretação fantásticos. Spielberg e Lucas mostram também que devem continuar a trabalhar juntos, pois o resultado é sempre algo de memorável. No entanto, houve um momento que poderia ter “destruído” o argumento: a ligação a Roswell e aos E.T.’s. Felizmente, os argumentistas souberam bem contornar essa ligação da melhor forma, dando uma explicação plausível e coerente, funcionando no final tudo isso em pleno. A banda sonora que acompanha a película é também muito boa, remetendo para os anos 80 (onde Spielberg, Lucas e Ford foram “reis”), e tendo claro o fantástico “tan tan tan tan… tan tan tan”. No geral, um bom regresso do arqueólogo mais famoso do mundo. Ficamos para ver onde nos vão levar os novos mundos aqui representados…

publicado por FV às 12:17

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