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Sinopse: Milo Tindle (Jude Law) é um jovem actor desempregado que se dirige à mansão de Andrew Wike (Michael Caine), um bem sucedido escritor de romances policiais, para lhe confessar que tem mantido um romance com a sua mulher.

Andrew afirma aguardar há muito por este momento - que considera ideal para cometer o crime perfeito, propondo a Tindle que este roube as jóias do cofre da sua mansão, ficando o dinheiro do seguro para Andrew e as jóias para Milo. Só que aquilo que parecia ser um inconsequente jogo acaba por ter consequências trágicas...dando início a uma batalha de génios onde nada é o que parece.

 

Crítica: Com Michael Caine e Jude Law nos principais papéis, Autópsia de um Crime é um remake do clássico de Joseph L. Mankiewicz com realização do conceituado Kenneth Branagh e argumento do dramaturgo galardoado com o Prémio Nobel da Literatura Harold Pinter.

À semelhança do que aconteceu em Alfie, os papeis que outrora pertenceram a Michael Caine, são agora atribuídos a Jude Law. Deste vez, Caine só troca de lugar e contracena com o seu sucessor numa adaptação de um filme de 1972. E, logo nas primeiras cenas se nota a adaptação para os nossos dias, uma mansão na ponta da tecnologia, à porta da mesma encontramos um luxuoso automóvel. Tudo dentro da casa mostra o estilo de vida e as posses de Andrew Wike.

Milo Tindle toca à campainha para conversar com Andrew, um homem abastado e escritor de best-sellers policiais. A conversa deverá servir para Milo convencer Andrew a divorciar-se da mulher, recentemente fugida com o actor de ascendência italiana e, às primeiras vistas, parece estar a resultar.

Wyke apenas impõe uma condição: o amante tem de conseguir manter o estilo de vida luxuoso de Maggie - a mulher - e, como tal, deverá seguir à risca um plano fraudulento que o dono da casa engendrou e que, de acordo com o que está agendado, deixaria Tindle com jóias suficientemente valiosas para fazer uma exposição num museu. Por detrás da encenação há uma vingança latente que depressa vem ao de cima e que faz de Sleuth uma espiral de chantagens, jogos físicos e psicológicos e crimes perfeitos (ou nem tanto).

Este filme acarretava com o peso de ser um remake de um filme aclamado, visto que o original (1972) foi um enorme sucesso, sendo nomeado para quatro Óscares. No entanto, embora aparente ter encenações e dramas a mais, Jude Law e Michael Caine representam muito bem os seus papéis, não perdendo a coerência, mesmo nos momentos em que se inventam subtilezas de personalidade. E, tendo em conta, que toda a história tem apenas estes dois actores em cena, é um luxo observar os seus desempenhos.

O aspecto menos favorável do filme é a forma como é filmado: a maior parte das imagens e dos diálogos são vistos através das câmaras de vigilância, tornando-o, em alguns momentos, maçador e cansativo.

publicado por AS às 15:38

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