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Sinopse: Após o sucesso do primeiro filme Sherlock Holmes (2009) Guy Ritchie volta a pegar no detective mais famoso do mundo (Robert Downey Jr.), desta vez na companhia do seu arqui-inimigo, o Professor Moriarty (Jarred Harris), e fez uma adaptação duma das histórias mais marcantes de Arthur Conan Doyle: O Problema Final.

O enredo começa quando o Príncipe da Áustria é encontrado morto. Tudo apontava para suicídio, no entanto, Holmes acredita na tese de assassinato e que este crime é apenas uma peça dum plano maquiavélico montado por Moriarty.

Por seu lado, Watson (Jude Law) está para casar, e durante a sua despedida de solteiro, Holmes e o seu irmão Mycroft (Stephen Fry) conhecem a cigana Simza (Noomi Rapace), que Sherlock percebe que Moriarty mandou alguém para a tentar matar.

 

Critica: Pegar nesta história, que tanto marcou os fãs de Sherlock Holmes era, na minha opinião, uma responsabilidade acrescida que Guy Ritchie tinha ao fazer esta sequela. Por isso, não me surpreende que o realizador tenha optado por um caminho mais seguro.

Partindo duma premissa brilhante, a história tinha tudo para ser um sucesso. No entanto, e conforme já tinha achado no primeiro filme, a falta de química entre Sherlock Holmes e Irene Adler (Rachel MacAdams) acabou por ser determinante no destino dado a Irene, que, na minha opinião, não fez sentido nenhum. Além disso, uma personagem tão pragmática e desafiante como Moriarty merecia um actor com mais carisma e, não é que eu ache que Jarred Harris tenha feito um mau papel, apenas que lhe faltou algo para que a sua personagem fosse suficientemente marcante como era exigido.

Por seu lado, Stephen Fry como Mycroft está simplesmente soberbo. Outro dos aspectos positivos é sem dúvida a interpretação de Noomi Rapace como a cigana Simza que vem trazer um elemento novo e diferente a toda a história, principalmente tendo em conta que foi o seu primeiro papel falado em inglês.

No primeiro filme, e é algo que é relativamente comum nos filmes de Guy Ritchie são os planos “Slow Motion”, que neste A Game of Shadows foram usados em demasia, tornando, em alguns momentos, o filme cansativo.

Por tudo isto, este A Game of Shadows fica atrás do seu antecessor, não porque seja um mau filme, mas é mais do mesmo, visto que Guy Ritchie acabou por fazer de Holmes um herói de acção, e não aquele personagem cerebral e dedutivo que tanto nos fascinou!

publicado por AS às 19:19

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