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Sinopse: Aos trinta e poucos anos, Brandon (Michael Fassbender) é um bem-sucedido irlandês com um cargo de topo numa grande empresa de Nova Iorque. A viver sozinho num pequeno apartamento, tem a vida controlada ao milímetro. Porém, por trás de uma máscara de autocontenção, está um homem a viver no limite. Numa luta constante entre um medo incontrolável de intimidade e uma ânsia de sexo, ele vive de encontros ocasionais com estranhos. Até Sissy (Carey Mulligan), a sua irmã mais nova, aparecer sem pré-aviso e instalar-se no seu apartamento. Brandon perde então todo o controlo sobre a sua vida e a sua sexualidade.

Crítica: Já tinha saudades destes momentos de poder visionar um filme em ante-estreia. Desta vez, foi Shame, que traz um Michael Fassbender verdadeiramente fenomenal, interpretando um papel bastante complexo de um viciado em sexo, que vive completamente no limite e que vê todo o seu mundo abalado com a chegada da sua irmã mais nova - excelente interpretação de Carey Mulligan.

Shame é um filme complicado, desconfortável, forte, pesado e que mostra uma realidade crua, como o mundo e a vida verdadeiramente são. Uma visão avassaladora e muito crua - também demonstrada pelas cenas de sexo bastante realistas e intensas - da sociedade, dos seus vícios, dos seus sonhos e pesadelos, na imagem destes jovens: Brandon e Sissy. Irmãos que demonstram que as relações entre os mesmos nem sempre são fáceis e pacíficas. Irmãos que demonstram o peso e a carga que um deles consegue ter sobre o outro. Irmãos que, perante uma fachada aparentemente normal, vivem escondidos nos seus vícios, medos, receios e problemas. Brandon (Fassbender) com o seu vício de sexo, com uma entrega espectacular do actor, em especial as cenas no metro e os minutos finais em que se entrega ao seu descontrolo. Sissy (Mulligan) com o seu vício de protecção, de se "esconder" e sentir protegida pelos outros, também numa muito bem conseguida interpretação da qual destaco a cena musical - gravada em tempo real, com reacções genuínas dos restantes elementos que nela participam - assim como os seus minutos finais.

Em resumo, Shame é um filme incrivelmente cru e real, que não será aconselhável a quem tem problemas em ver demasiada realidade transposta no ecrã - ou mesmo demasiada nudez e sexo. Aos restantes, aconselho a não perderem este filme, assim como a procurar acompanhar de perto os dois grandes intérpretes da trama - Michael Fassbender e Carey Mulligan.

 

publicado por FV às 00:45

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