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Abr 07

Sinopse: Espanha, 1944. Oficialmente, a Guerra Civil já terminou há cinco anos, mas um pequeno grupo de rebeldes continua a lutar, invencível, no norte montanhoso de Navarra. Ofélia (Ivana Baquero), uma sonhadora com 10 anos, muda-se para Navarra com a sua mãe, Cármen (Ariadna Gil) grávida e frágil para conhecer pessoalmente o seu novo padrasto, o Capitão Vidal (Sergi López), um oficial fascista com ordens para eliminar os rebeldes do território remoto. Fascinada por contos de fadas, Solitária, Ofélia descobre um grandioso labirinto a desmoronar-se atrás da fábrica onde se instalou o Capitão Vidal. No centro do labirinto ela conhece Pan, um velho brincalhão que diz saber a verdadeira identidade e o destino secreto de Ofélia. Ela é uma princesa, a filha desaparecida do Rei das Fadas. Pan oferece-lhe a oportunidade de voltar ao subterrâneo e governar o reino mágico do pai. Mas primeiro, ela deve executar três tarefas antes da lua cheia.
 
Critíca: O cinema fora dos EUA está a dar cartas. O sucesso do cinema britânico, mexicano e espanhol junto do público e da indústria, os recentes sucessos bem visíveis, aliás, na cerimónia dos Óscares, fazem-nos crer numa mentalidade mais aberta em relação ao cinema num processo de globalização da 7ª arte que trará óptimos benefícios para o cinema. Novas ideias, mais acessibilidade e uma dimensão maior para quem julga que o cinema americano faz parte de um campeonato à parte e tudo o resto é Liga de Honra. É uma produção a meias entre mexicanos e espanhóis e realizada por Guillermo Del Toro (Hellboy). É totalmente falado em castelhano e não existe nenhum actor conhecido do grande público. Revela-se, no entanto uma autêntica fábula, um conto de fadas para adultos. Os Óscares atribuídos em categorias técnicas diminuem um filme ao qual a estatueta de melhor filme passou injustamente ao lado. O Labirinto do Fauno é imperdível e brilhante. Contando com excelentes actuações e referências a clássicos do cinema como O Feiticeiro de Oz, agrada todo o tipo de espectadores, e que nos faz lembrar que nunca devemos perder a capacidade de sonhar.
publicado por AS às 12:09

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