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Abr 07


«Temos algo para dizer e temos que o fazer rápido, sem grandes floreados», assim se definem os Oioai, esta
nova banda rock portuguesa que acaba de lançar o seu álbum de estreia.
Segundo o vocalista Pedro Puppe, os Oioai começaram «(...) quando toquei a primeira vez com o João Neto – usava a minha guitarra com um pedal que lhe baixava uma oitava para servir de baixo e fazíamos barulho.» Com influências de cantautores portugueses e brasileiros, o rock surge quando ouve Blues Explosion.
«Simplificar ao máximo» é a palavra de ordem do grupo que se insere num conceito de música contemporânea urbana. De tal forma, a banda usa esta máxima que, tal como refere Puppe, «(...) qualquer pessoa que saiba dois acordes pode ter uma banda (e eu só sabia três).». Inicialmente, a banda era então composta pelos já referidos Pedro Puppe e João Neto que recordam concertos que deram e consideraram memoráveis como o primeiro, «(...) em casa do Pinheiro, para os amigos de Oeiras, houve um eclipse da lua – ficou a sensação que tinha acontecido uma coisa especial.».
Mas, ainda não eram uma banda. Faltava algo.«Duas guitarras, baixo e bateria é o ideal para produzir coisas, até agora nada bateu esta fórmula», afirmam convictos. Então, Puppe recorreu ao seu amigo Tiago, dos Toranja, que se lembrou do Fred Ferreira que tocava bateria nos Yellow W Van e que tinha mostrado interesse em tocar numa banda de canções de amor. Abordado que foi o Fred, juntou-se de imediato à banda, trazendo consigo Nuno Espírito Santo para o baixo (que era o antigo guitarrista dos Braindead).
Após muitos ensaios, regressam ao bar Europa no Cais do Sodré, onde Paulo Junqueiro da EMI, os abordou para assinar contrato. Assim aconteceu, e em duas semanas «em estilo um por todos» o album foi gravado, sendo produzido pelo mítico Kassin, que já havia trabalhado com Caetano Veloso, Marisa Monte e Los Hermanos.
Com muita inspiração nasce um disco diferente, de letras bastante simples, como se pode comprovar em Sushibaby, o primeiro avanço do álbum homónimo.
Este álbum apresenta também como destaques a participação ainda de Tiago Bettencourt e os préstimos vocais de Kalu, baterista dos Xutos e Pontapés, sendo um álbum que fica no ouvido e pede para ser repetido vezes sem fim, deixando-nos por um lado apaixonados, com Demasiado Bonita, uma forte declaração de amor, em tons... oioai..., e por outro lado atirando-nos para a força rock e punk de 30 Pés e O Calor, tendo também como destaques Nadar para o outro lado, A Seta e Fogueiras a arder, uma forma bastante poética, mística até, de encerrar o álbum.
Os Oioai apenas pedem agora «que nos dêem um lugar para tocar e nos deixem mostrar do que somos capazes».
Vamos deixá-los oioai a partir tudo ao vivo com concertos que chamem pessoas curiosas que se apaixonam pela raiva e ingenuidade que os caracteriza...
Alinhamento do álbum:
1- Jardim das Estátuas
2- E agora o que é que eu vou fazer?
3- Sushibaby
4- Deves estar a chegar
5- Aqui não se aprende nada
6- 30 Pés
7- O Calor
8- Melodia do Mal
9- Demasiado Bonita
10- A Seta
11- Nadar para o outro lado
12- Fogueiras a arder
publicado por FV às 17:55

Os Oioai são uma das bandas revelação dos últimos tempos.
Gostei de saber que ainda se criam bandas com qualidade.
Rui a 11 de Junho de 2007 às 13:28

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