29
Set 06

Numa década de ouro para a música, e depois da ascensão e loucura que foi o Grunge, do outro lado do oceano, no Reino Unido, surgia o movimento conhecido hoje em dia como Britpop.
Já desde as décadas de ’60 e ’70, com os Beatles – motor propulsor e impulsionador de todo e qualquer movimento musical vindo das terras de sua majestade – mas também com os The Kinks, The Who, Small Faces, David Bowie, T-Rex e Roxy Music, que a música vinda do Reino Unido era vista com bons olhos. No movimento que se seguiu a estas gerações – punk e new wave – coube aos The Jam, Elvis Costello e Buzzcocks, bem como ao ritmo pop alternative dos The Smiths, o início da afirmação da música britânica.
Mas, seria só na decada de ’90, mais precisamente em 1993, que 4 jovens londrinos, com a sua banda Suede, iniciam o fenómeno conhecido como Britpop. Com a sua forma introspectiva, os Suede abriram as portas para ainda maiores acontecimentos na música das ilhas britânicas, quando em 1994, se inicia a “guerra” sobre qual será a maior banda britânica, com os lançamentos de Parklife dos Blur e Definitely Maybe dos Oasis… mas estes são outros contos…
Devido a todo este sucesso, deu-se então uma explosão de bandas semelhantes: Elástica, Pulp, Supergrass e the Boo Radleys.
Mas, o que é afinal o Britpop? O Britpop refere-se à legião de bandas, que nos anos 90 lançaram-se na onda indie pop/rock, por forma a “combater” o Grunge poderoso que chegava do outro lado do Atlântico… No entanto, embora com raízes indie, o Britpop demarca-se por ser glamouroso, com letras que ficam no ouvido, e que apontavam para a juventude verdadeiramente “British”: falavam das suas vidas, da sua cultura e da sua herança musical. Apresentava também uma exuberância e desejo de reconhecimento, sendo estas atitudes uma reacção à forma tímida, anti-estrela das bandas que surgiram no inicio dos ‘90’s, bem como à “dormência” do Grunge e aos produtores “sem-cara” do crescente “sub mundo” electrónico.
No entanto, por volta de 1996, o fenómeno começou a desvanecer-se… Os media interessavam-se mais no consumo de drogas e álcool dos membros das bandas bem como nos confrontos entre estes (especialmente Damon Albarn e os irmãos Gallagher), do que propriamente na música que por eles era feita…
Em 1997, muito pelas fracas vendas dos álbuns de bandas iniciadoras do movimento, como os Blur e os Oasis, as próprias bandas começam a afastar-se do seu som habitual, tão característico do movimento… Em 1999, dá-se então o “fim anunciado” do Britpop, com o fim de bandas como os The Verve, Elástica e os Menswear e o afastamento total do movimento pelos Blur, que continuaram no entanto a acumular sucesso e seguidores um pouco por toda a parte.
Já nos anos 2000, assiste-se ao final dos Pulp, mas mais importante, dos “fundadores” do Britpop, os Suede
Neste momento encontramos activos os Oasis, Blur (ainda que fora da esfera Britpop), Ash, Radiohead e Supergrass, bem como a “nova vaga” – Coldplay, Travis, Muse e, ainda que um pouco fora do Britpop “clássico”, Bloc Party, Franz Ferdinand, Editors, Kaiser Chiefs, Keane e Arctic Monkeys.
publicado por FV às 08:57

23
Set 06



Já aqui foi falado do fenómeno que teve um boom no início da década de 90 – o Grunge. No entanto, raramente se fala duma das “consequências” que teve este fenómeno- o que aconteceu às bandas Rock e Metal que tanto furor fizeram nos anos 80? Esta década foi, sem margem para dúvidas, uma das mais produtivas em toda a história da música. Havia pop, rock, metal, boys bands para todos os gostos. Parecia que as bandas cresciam como cogumelos e tudo o que passasse numa discoteca da moda era um sucesso tremendo. Foi também nesta altura que mais se ouviu falar de bandas Rock ou Metal, que tanto sucesso faziam e que pareciam arrastar multidões de fãs por onde passvam. Estou, obviamente a falar de bandas como os Motley Crue, os Skid Row, os AC/DC, os Poison, Faster Pussycat, Def Leppard, Megadeth, Metallica, entre outros. Todas elas tinham em comum as grandes gadelhas, os exageros e a extravagância com que apareciam em palco e nos seus estilos de vida. Faziam música rock, muitas vezes considerada “pesada”, mas depois lançavam baladas que todos os casais de namorados ouviam exaustivamente, proporcionando-lhes um sucesso demasiado rápido.

Algo que sempre me deixou perplexa com este fenómeno era o facto de, muitas destas bandas só terem 2 ou 3 músicas conhecidas, mas estas tinham tanto sucesso que, cada concerto tinha lotação esgotada.

Claro que todo este sucesso fazia com que os membros destas bandas vivessem tudo excessivamente: drogas, álcool, promiscuidade. Parecia que todas as raparigas da altura queriam dormir com um (ou vários em alguns casos!!!) dos membros destas bandas. Nada lhes faltava. Até que de repente chegámos aos anos 90. Surgem bandas como os Nirvana e os Pearl Jam, e toda a gente começa a centrar as suas atenções nestes. O público, de um momento para o outro, deixou de gostar de rock, abraçando o grunge como se mais nada existisse. O que se passou ao certo? O rock não era bom? As bandas perderam qualidade? O público tornou-se mais exigente? Ou mais depressivo? Muito se poderá especular, a verdade é que o Rock nunca mais foi o mesmo e, enquanto os Metallica ainda conseguiram ter bastante sucesso, a maioria das bandas acima mencionadas nunca mais foram as mesmas. A maioria delas “morreu” nesta altura. Parecia que tudo o que faziam não tinha sucesso. Bret Michaels, vocalista dos Poison, chegou a afirmar que sentiu que, de um momento para o outro deixou de ser “cool”. E esta é a afirmação que melhor descreve o que se passou. O grunge era cool, o rock não, pelo menos não nos moldes dos anos 80. Talvez esta década tenha sido demasiado intensa, o que levou a toda a loucura musical que existia. Independentemente do que poderá ter provocado esta mudança, a verdade é que estamos perante dois fenómenos importantíssimos e que, ainda hoje, influenciam muita gente!

publicado por AS às 22:48

21
Set 06

   

    Seattle é a maior cidade na região Nordeste do Pacífico, dos Estados Unidos. Localizada no estado de Washington, foi fundada em 1850. É conhecida como Cidade Esmeralda ou também Rain City, Queen City e Jet City.
    O Grunge é um género musical com raízes na música independente, sendo considerado uma ramificação do hardcore/punk, thrash metal, hard rock e rock alternativo, caracterizando-se por guitarras que destilam riffs com muita distorção, sons fortes de bateria e letras melancólicas pejadas de angústia e revolta. Numa altura em que não existiam telemóveis e a Internet ainda dava os seus primeiros passos, a juventude envergava camisas de flanela aos quadrados, calças de ganga descoloradas rasgadas nos joelhos, cabelo grande e despenteado, numa atitude de depressão contagiante…Esta era a sua imagem de marca.
    Seattle é considerada como a “casa” do Grunge, de onde saíram bandas como Pearl Jam, Soundgarden, Green River, Alice in Chains, Mudhoney e Mother Love Bone, no início dos anos 90. Já após a era-grunge e com a morte de Kurt Cobain (cujos Nirvana eram oriundos de Aberdeen, perto de Seattle…), surgiram outras bandas rock bem conhecidas como os Foo Fighters, Modest Mouse e Death Cab for Cutie.
    A primeira grande explosão do Grunge de Seattle deu-se em 1984, com os Soundgarden, de Chris Cornell (actualmente nos Audioslave), Hiro Yamamoto e Kim Thayil e Scott Sundquist. Em 1986, Sundquist deixa a banda sendo substituído por Matt Cameron (actualmente nos Pearl Jam). Em 1988, lançaram o seu primeiro álbum Ultramega OK, que lhes valeu um Grammy em 1990. Louder than Love, de 1989 é o seu primeiro álbum para uma grande editora. É em 1991 que lançam Badmotorfinger, álbum que embora tenha tido sucesso viveu na sombra de Nevermind, álbum de estreia dos Nirvana. Em 1994, lançam Superunknown, o seu álbum de maior sucesso, muito por culpa de “Black Hole Sun”, e que lhes permitiu receber 2 Grammys. O último álbum da banda foi lançado em 1996 e dava pelo nome de Down on the Upside.
    Em 1987, Layne Staley conheceu o guitarrista e compositor Jerry Cantrell e convidou-o para a sua banda à qual se juntou o baixista e amigo de Cantrell, Mike Starr. A eles juntou-se o namorado da irmã de Starr, Sean Kinney para baterista e estavam assim formados os Alice in Chains. Em 1990 lançam o seu primeiro álbum Facelift, que causou enorme impacto devido ao hit “Man in the Box”. Em 1992, lançam o segundo álbum, Dirt, que mostra o som pesado, dirigido pelas guitarras que a banda apresentava. Devido às suas letras melancólicas, este álbum levou à especulação de que Staley estava viciado em heroína. Em Janeiro de 1994, a banda surpreende toda a gente com Jar of Flies, um registo com arranjos mais acústicos que, tendo tido todas as músicas deste álbum, lançado como EP, escritas e gravadas numa semana, foi no entanto considerado uma obra-prima. Em Novembro de 1995, a banda regressa com o álbum Alice in Chains, um regresso à sonoridade de Dirt e Facelift. Este seria assim o último álbum oficial dos Alice in Chains. Em 1996, após o concerto MTV Unplugged posteriormente editado em Cd , dão a 3 de Julho, em Kansas City, o último concerto com Staley como vocalista. Em 2002, Layne Staley é encontrado morto em sua casa, com uma overdose de heroína e cocaína. A data aproximada da sua morte foi a mesma de Kurt Cobain, 5 de Abril.
    Em 1989, os ex-Green River Jeff Ament, Stone Gossard e Bruce Fairweather juntaram-se com o vocalista Andrew Wood, que tristemente morreu de overdose em 1990, para formarem os Mother Love Bone. É com a morte de Andrew Wood, um dia após o lançamento do seu único álbum, Apple, que terminam os Mother Love Bone. É também devido à sua morte que surge a banda-tributo Temple of the Dog que teve o condão de unir Jeff Ament e Stone Gossard a Chris Cornell e Matt Cameron, dando ainda a conhecer Eddie Vedder. O álbum foi lançado em 1991.
    É das cinzas dos Mother Love Bone que nascem os Pearl Jam. Em 1990, convidam o estreante Mike McCready e, juntamente com Matt Cameron dos Soundgarden gravam algumas demos, convidando Eddie Vedder, um surfista de San Diego para vocalista. Dave Krusen junta-se como baterista e a banda está completa. Inicialmente conhecidos como Mookie Blaylock em honra de um basquetebolista famoso, depressa mudam o nome para Pearl Jam, que seria uma referência a uma receita alucinogénica da avó de Eddie. Em 1991, lançam o primeiro álbum, o grande sucesso Ten, que deve o nome ao número da camisola de Mookie Blaylock, e que lhes concede dois MTV Vídeo Music Awards por “Jeremy”. Este sim conseguiu destronar o sucesso que foi Nevermind, dos Nirvana. Em Outubro de 1993 lançam o segundo álbum, Vs. que bateu o recorde de vendas na primeira semana. Um ano depois, no final de 1994 lançam Vitalogy em vinil e CD. O CD bateria recordes por ser o segundo mais vendido na primeira semana. Em 1996 lançam o seu último álbum a atingir o #1 da tabela de vendas na primeira semana, No Code. A tour de 2000, para promover o seu álbum Binaural, acaba tragicamente, com a morte de 9 pessoas por esmagamento, na Dinamarca, chegando a banda a pensar em terminar aqui o seu trabalho. Em 2002 morre Layne Staley dos Alice in Chains, merecendo este uma música em sua memória, incluída como hiddentrack no álbum de b-sides, Lost Dogs editado em 2003. Antes, em 2002, iniciam a participação de Boom Gaspar na banda, no álbum do mesmo ano, Riot Act. Já este ano, 2006, editam o seu 8º álbum, este homónimo.
    Mas foi em 1991, e muito graças ao “fenómeno” Nirvana, que o grunge se tornou conhecido para todo o mundo. A infância e adolescência problemáticas e a forma depressiva que Kurt Cobain tinha de estar na vida pareciam contagiantes, como se todos os jovens passassem pelos mesmos problemas, criando uma empatia e uma identificação com este “estado depressivo” nunca antes visto. Prova disso foi, quando no dia 8 de Abril de 1994, é anunciado o suicídio de Cobain, todo o mundo parecia ter parado, incrédulo, estupefacto, como se tivesse acabado de perder alguém tão importante como um pai, um deus, aquela pessoa que parecia compreender cada um de nós e os nossos problemas e sentimentos mais profundos, que tanto queríamos ocultar dos outros. No entanto, algo tão triste, conseguia ser um acto de libertação tão esperado!
    As mortes de Kurt Cobain, em 1994, e Layne Staley, em 2002, cumprindo estes demasiado à risca o “lema” do grunge - Sexo, drogas e Rock N’ Roll, e com o fim dos Soundgarden e dos Alice in Chains e consequente ultimo álbum, bem como o lançamento do ultimo álbum dos Pearl Jam a chegar a #1 – No Code – em 1996 deu-se a morte do grunge, sobrevivendo ainda nos Pearl Jam, nos projectos de Chris Cornell e em bandas pós-grunge de Seattle, como os Foo Fighters que nascem das cinzas dos Nirvana – são criados por Dave Grohl, baterista da banda de Kurt Cobain.

by Alexandra & Filipe

publicado por FV às 21:15

13
Set 06
Pearl Jam
Other Side

it's not the same without you up here
can't find my wheels
your absence is what breeds this fear
warm breath and all it steals

you can't know how it feels to be in here
all the dark horse fields, befriendin' me

playin' ain't the same without you here
we've come to hate the golden rule
cannot seem to make the dots connect
the morning light don't show you near

you can't know what it's like to bleed from here
the blackened world goes white, it goes nowhere
oooh hoo..

death ain't the same without you, dear
i make the others run and hide
new york streets seem to make it worse
all this noise inside the quiet

i can't hold on, the weight you bear
my body's broken fast, please lift me up
you can't know what it's like to be inside
your fading melodies can't beat my need

i'm not the same without you here
how can i quit to be there
sit and stare
stare..
begging for a prayer

Ainda na ressaca dos 2 concertos fantásticos, aqui vai uma das minhas favoritas.
I'm not the same without you here, without you by my side.
publicado por AS às 21:43
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12
Set 06

   


    Um trabalho de amor, um tributo a um amigo falecido, uma forma de superar o pesar… Este projecto é quase uma lenda na história quer dos Pearl Jam quer dos Soundgarden e o seu nome inspira respeito aos fãs de ambas as bandas. Uma união entre duas lendas, dois pesos pesados da música de Seattle, Chris Cornell (Soundgarden, Audioslave) e Eddie Vedder (Bad Radio, Pearl Jam).

            Os Temple of the Dog foram formados por Chris Cornell após a morte do seu antigo companheiro de quarto, o vocalista dos Mother Love Bone, Andrew Wood. Cornell escreveu duas músicas em seu tributo “Say Hello 2 Heaven” e “Reach Down”, e juntou-se aos ex-colegas de banda de Wood, Stone Gossard e Jeff Ament com a intenção de lançar as canções como singles. Então, Chris convidou o seu colega e baterista dos Soundgarden, Matt Cameron, tendo-se juntado à banda um outro guitarrista que estava a trabalhar com Stone e Jeff, Mike McCready.

            Depois da banda completa, começaram então a trabalhar nas músicas bem como noutros temas, demos feitas por Gossard/Ament/Cameron, sendo que uma dessas demos viria a tornar-se na música “Footsteps” para os Pearl Jam e “Times of trouble” para os Temple of The Dog. Então, com os ensaios, os singles cresceram para várias músicas, sendo então desenvolvido um álbum.

            No entanto, enquanto ainda estavam a recrutar membros, e durante uma dessas sessões acabaram por fazer uma audição a um jovem surfista de San Diego, Eddie Vedder, que tinha chegado a Seattle no Outono de 1990. Este jovem acabou por fazer backing vocals em algumas das músicas dos Temple of The Dog, fazendo mesmo um dueto com Chris Cornel em “Hunger Strike”. Então, no Inverno do mesmo ano, foi gravado o álbum dos Temple of the Dog, lançado em Abril de 1991, com as vendas iniciais a serem modestas. Os membros da banda eram ainda muito desconhecidos na cena musical de Seattle, pelo que nenhum deles esperava mais do projecto. A banda deu um concerto oficial, no Off Ramp Café, em 13 de Novembro de 1990 – como confirmado por Matt Cameron – sem Eddie Vedder, que no entanto tinha combinado trabalhar com Ament, Gossard e McCready durante as tardes no seu novo projecto Mookie Blaylock, enquanto à noite se mantinham a trabalhar com Chris Cornell.

            Então, durante a primavera de 1991, os Soundgarden entram em estúdio para iniciar as gravações de um álbum que se tornaria lendário – Badmotorfinger – ao mesmo tempo que os Pearl Jam (nome pelo qual se passaram a conhecer os Mookie Blaylock, inspirado no nome de uma receita alegadamente alucinogénica da avó de Eddie Vedder) gravavam o seu também lendário álbum de estreia Ten. Com estes álbuns deu-se uma “explosão” destas bandas, ficando os fãs e os media sedentos por mais e mais…

            Foi então que se deu o re-lançamento do álbum dos Temple of the Dog, aproveitando a editora A&M esta excelente oportunidade. No entanto, os fãs não conseguiam entender o espírito e as origens do projecto nem a razão pela qual Eddie era relegado para segundo plano no vídeo de “Hunger Strike” ou porque não cantava em mais músicas.

            Apesar desta confusão existiram mais duas semi-reuniões dos Temple of the Dog, uma das quais em Outubro de 1991, no showcase Foundations Fórum, em que ambas as bandas participaram e outra no último Lollapalooza em ’92. Em 28 de Outubro de 2003, os Pearl Jam receberam a companhia de Chris Cornell em palco para uma performance de “Hunger Strike” e “Reach Down”. A versão de “Reach Down” ficou gravada no anual Ten Club Christmas Single dos Pearl Jam desse ano.

            Os Pearl Jam tocam também algumas destas músicas nos seus concertos, bem como os Audioslave (banda pós-Soundgarden de Chris Cornell), que tocaram em 2005 “Call me a Dog”, “All night Thing” – música que aparece na BSO do filme Wayne’s World – e “Hunger Strike”.

            Apesar de muitos de nós gostarmos de ver estas duas bandas juntarem as suas forças e enormes potenciais de novo, os Temple of the Dog cresceram do amor, emoção e pesar… Nenhum de nós consegue compreender o que passaram e sentiram Chris, Stone e Jeff com a morte do seu amigo e é errado pedir-lhes para se juntarem apenas por nossa comodidade e para nosso prazer. Ao invés, devemos apenas desfrutar, apreciar e respeitar o facto de eles terem escolhido esta forma de partilharem o seu pesar connosco… da melhor forma que sabem: fazendo música…

            E como diria Andrew Wood, no fundo a razão de existência desta união:

I want to show you something, like joy inside my heart
Seems I been living in the Temple Of The Dog
Where would I live if I were a man of golden words
Or would I live at all
Words and music - my only tools


publicado por FV às 18:05

08
Set 06



Chris Cornell é um caso de sucesso no mundo musical. Após ter pertencido a projectos como os Soundgarden, Temple of the Dog, e ter experimentado uma carreira a solo, foi convidado, em 2001, para se juntar aos elementos dos Rage Against the Machine, que tinham ficado sem o seu vocalista Zack de La Rocha. É neste contexto que, em 2001, surge uma banda bastante interessante – os Audioslave.
 

 

 

Chris Cornell parece coleccionar projectos de sucesso, aliás ele próprio é um fenómeno neste sentido, muito graças ao seu talento.

 

 

 

Depois de um excelente começo com Audioslave (2002) e com Out of Exile (2005) os Audioslave voltaram ao trabalho este ano, desta vez com o lançamento de Revelations. Muito se especulou sobre a “pressa” com que a banda fez este álbum, visto que passou apenas um ano entre o lançamento de ambos, e haverem rumores sobre a saída de Cornell, enveredando por uma carreira a solo, visto ter sido convidado para a banda sonora do próximo 007. Especulações à parte, a verdade é que Revelations é um álbum muito mais bem conseguido e mais consistente que o seu antecessor, e é neste que se nota perfeitamente o corte com o trabalho dos “Rage Against the Machine”.

 

É notória uma sonoridade cada vez mais distinta, agressiva mas não demasiado “pesada”, conduzida pelo ritmo e não pelos “riffs” das guitarras. É nesta ênfase no ritmo que se nota as influências Soul e Funk. Desta forma, Revelations revela-se o trabalho de uma banda empenhada, que gosta de trabalhar em grupo, com uma sonoridade mais “limpa”, muito graças às letras e à voz de Chris Cornell parecerem menos penosas e esforçadas. Aliás, curiosamente é neste álbum que menos se nota o “problema” que Cornell tem com falsetes, raramente ficando a cantar em esforço e com a voz esganiçada como acontecia tantas vezes em projectos anteriores.

 

Por tudo isto, Revelations é um álbum interessante, que não se torna chato ou aborrecido. Atrevo-me a dizer que poderá ser considerado o melhor álbum dos Audioslave e, se assim for, é totalmente merecido.

 

Destaco musicas como Revelations, Until we Fall, Shape of things to Come, Wide Awake (que me deixou viciadíssima), Nothing left to say but goodbye e Moth.

publicado por AS às 12:32

06
Set 06



Um final perfeito para uma grande noite de concerto dos Pearl Jam . Aqui se nota a espectacular empatia e união entre o público presente no Pavilhão Atlântico e a banda...
publicado por FV às 16:11

05
Set 06



Depois dos concertos no pavilhão de Cascais (1996) e no estádio do Restelo (2000) os Pearl Jam regressaram a Portugal, desta vez para darem dois concertos (4 e 5 de Setembro) no Pavilhão Atlântico em Lisboa, promovendo o seu mais recente trabalho.
 

Foram duas horas de um concerto empolgante, com direito a dois encores, que vai perdurar na memória de todos aqueles que tiveram o privilégio de o presenciar. O público lotou o Pavilhão Atlântico e ovacionou o grupo de Seattle do primeiro ao último minuto. Os Pearl Jam entraram em palco com a versão reprise do tema Life Wasted. Logo de seguida, a descarga de energia impulsionada por Animal, Corduroy e World Wide Suicide iniciou o elo de ligação entre público e banda que se viria manter até ao final do concerto.

 

Este foi um concerto com muito mais garra que o do Estádio do Restelo, grande parte devido a Pearl Jam ser um álbum muito mais rock que Binaural, daí também possibiltar essa mudança e também devido à set list escolhida para este concerto ter assentado na sua maioria nas musicas mais rock, não tanto nas musicas mais calmas. De tal forma, que os Pearl Jam não tocaram nenhuma música dos álbuns No Code e Binaural. À semelhança do que aconteceu no Concerto no Rio de Janeiro (04/12/2005), Eddie Vedder dirigiu-se aos fãs num português esforçado (e com recurso a cábulas), relembrando as anteriores passagens por Portugal.

 

Even Flow foi um dos momentos altos do concerto com o público a cantar em uníssono a letra e o refrão da música. Mas os fenomenais solos de bateria de Matt Cameron e de guitarra de Mike McCready conseguiram transportar o tema para uma dimensão onde apenas o talento verdadeiro pode ser a base da música levada a sério.

 

Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town, Jeremy e Why Go, com o público a cantar em uníssono fecharam uma sequência de ouro para o primeiro encore da noite.

 

Nesta altura, a coesão da banda, o talento musical aperfeiçoado ao longo dos últimos 15 anos, o divertimento em palco, a música pela música, a partilha de ideias e emoções e o sentido crítico apurado foram apenas alguns aspectos que ficaram bem visíveis na actuação do colectivo de Seattle, mostrando assim que continuam muito fieis a si próprios e ao que são, bem como aos seus fãs.

 

Um dos momentos mais surpreendentes da noite foi quando Eddie Vedder surgiu no Centro do Pavilhão, fora do palco principal, e no meio do público, num pequeno palco improvisado para cantar Last Kiss. Ao regressar ao palco principal, a interpretação de Black foi um dos momentos mais altos de toda a actuação, não só pela intensidade com que foi interpretada, mas principalmente pela identificação com o público, havendo inclusivamente lágrimas nos olhos de alguns dos presentes. É uma música muito forte, sem dúvida alguma, principalmente, ao ser finalizada com as palavras We belong Together.

 

Para terminar esta sequência, Alive foi o hino à vida cantado pelos fãs até onde as cordas vocais aguentaram. (As minhas, nesta altura já não estavam na sua melhor forma).

Já com as luzes do recinto ligadas a banda interpretou mais alguns temas acabando a sua actuação em ambiente de "jam session", terminando, como não poderia deixar de ser com Yellow Ledbetter, que não sendo uma das melhores músicas dos Pearl Jam, resulta muito bem no culminar dos concertos, funcionando um pouco como “a cereja no topo do bolo”.

 

No final ficamos com a certeza que, passados quinze anos, os Pearl Jam continuam a ser músicos de corpo inteiro com muita alma e coração, mostrando uma dedicação cada vez maior ao seu trabalho e aos fãs que tanto os admiram.

publicado por AS às 14:52

04
Set 06


Estamos aqui a poucas horas do concerto de Pearl Jam no Pavilhão Atlântico em Lisboa. Um concerto historico para os autores deste blog, visto que os Pearl Jam são a grande referência dos mesmos.
É o regresso de uma das maiores bandas do panorama grunge, após 6 anos, p'ra mais dois concertos em Lisboa, desta vez no Pavilhão Atlântico para  promoção do seu mais recente e homónimo trabalho. Desde a sua última visita, deixaram de ser uns jovens rebeldes para se tornarem adultos preocupados com causas politicas e sociais, tornando-se bastante críticos com a administração Bush... Estas novas preocupações da banda conferem-lhes um ar mais maduro, que lhes assenta tão bem...
Ficamos então a aguardar esse momento tão esperado de entrada em palco de Eddie Vedder e companhia...
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publicado por FV às 17:19

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