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Chris Cornell é um caso de sucesso no mundo musical. Após ter pertencido a projectos como os Soundgarden, Temple of the Dog, e ter experimentado uma carreira a solo, foi convidado, em 2001, para se juntar aos elementos dos Rage Against the Machine, que tinham ficado sem o seu vocalista Zack de La Rocha. É neste contexto que, em 2001, surge uma banda bastante interessante – os Audioslave.
 

 

 

Chris Cornell parece coleccionar projectos de sucesso, aliás ele próprio é um fenómeno neste sentido, muito graças ao seu talento.

 

 

 

Depois de um excelente começo com Audioslave (2002) e com Out of Exile (2005) os Audioslave voltaram ao trabalho este ano, desta vez com o lançamento de Revelations. Muito se especulou sobre a “pressa” com que a banda fez este álbum, visto que passou apenas um ano entre o lançamento de ambos, e haverem rumores sobre a saída de Cornell, enveredando por uma carreira a solo, visto ter sido convidado para a banda sonora do próximo 007. Especulações à parte, a verdade é que Revelations é um álbum muito mais bem conseguido e mais consistente que o seu antecessor, e é neste que se nota perfeitamente o corte com o trabalho dos “Rage Against the Machine”.

 

É notória uma sonoridade cada vez mais distinta, agressiva mas não demasiado “pesada”, conduzida pelo ritmo e não pelos “riffs” das guitarras. É nesta ênfase no ritmo que se nota as influências Soul e Funk. Desta forma, Revelations revela-se o trabalho de uma banda empenhada, que gosta de trabalhar em grupo, com uma sonoridade mais “limpa”, muito graças às letras e à voz de Chris Cornell parecerem menos penosas e esforçadas. Aliás, curiosamente é neste álbum que menos se nota o “problema” que Cornell tem com falsetes, raramente ficando a cantar em esforço e com a voz esganiçada como acontecia tantas vezes em projectos anteriores.

 

Por tudo isto, Revelations é um álbum interessante, que não se torna chato ou aborrecido. Atrevo-me a dizer que poderá ser considerado o melhor álbum dos Audioslave e, se assim for, é totalmente merecido.

 

Destaco musicas como Revelations, Until we Fall, Shape of things to Come, Wide Awake (que me deixou viciadíssima), Nothing left to say but goodbye e Moth.

publicado por AS às 12:32

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