31
Out 06

31 Outubro 2006. 22h00. Coliseu dos Recreios. Lisboa.
   Cantam-se os parabéns a Rui Reininho, Tóli César Machado e Jorge Romão.
   Parabéns GNR, 25 anos depois, bem vivos e fortes. 25 anos de carreira de uma das melhores e mais marcantes bandas do pop/rock nacional. 25 anos em que voaram bem alto sem precisarem de Asas.
   Efectivamente, os GNR não se deitaram nas Dunas, evitando precoce Morte ao Sol bem como qualquer tipo de Choque Frontal. Espera-se assim uma Continuação da boa música, ritmo e irreverência que apresentaram e que tem sido a sua imagem de marca nestes 25 anos, em que, a cada dia mais, se tornam ícones da música portuguesa.
   Uma noite de sangue, suor e lágrimas, prometeu Rui Reininho… e cumpriu no Porto… esperemos que para Lisboa o resultado se repita…
   E que tudo mais vá p’ró inferno…
publicado por FV às 15:48

20
Out 06


  

    Brian Molko. Stefan Olsdal. Steve Hewitt. Um Americano, um sueco e um inglês. Um bissexual, um homossexual e um heterossexual. Estes são os Placebo.

    Quando se encontraram por acaso numa estação de Londres, Molko e Olsdal, ex-colegas de uma escola no Luxemburgo, decidem formar uma banda. Inicialmente conhecidos como Ashtray Heart e com Robert Schultzberg na bateria, embarcaram na aventura, que pouco durou devido ao mau relacionamento entre Schultzberg e Molko.

    É então que entra em cena um jovem britânico que Molko conheceu à porta do Burger King em 1991 e com quem já havia tocado – Steve Hewitt. E assim estão formados então os Placebo. Sempre fugindo à Britpop, regem-se pelo glamour e pela confusão na sexualidade, androginia…

    Em 1995, lançam o single “Bruise Pristine” e começaram a sua primeira tournée, tendo assinado com a editora Hut Records logo no ano seguinte... apenas 51 semanas depois do seu primeiro concerto… Lançam também a sua própria editora, Elevator Music.

    Lançam o seu primeiro single com a Hut em 1996 – “Come Home” – e é também nesta altura que começam a participação com David Bowie. O seu primeiro álbum, Placebo, atinge o ouro rapidamente e o single “Nancy Boy” chega ao #4 do top do Reino Unido.

    Lançam o segundo álbum – Without I’m Nothing – em 1998, ano em que Brian participa no filme Velvet Goldmine, onde conhece o seu primeiro amor, Michael Stipe.

    Sempre caracterizados por esta androginia, os Placebo vão escalando montanhas e continuam neste álbum o sucesso que foi a colaboração com David Bowie. Brian inclusivamente refere que muitas vezes o confundem com uma mulher, estando especialmente “confundível” no vídeo do single “Pure Morning”. Quando o questionam do porquê de usar maquilhagem, responde simplesmente “pela mesma razão que as mulheres o fazem – porque me sinto melhor e mais bonito”.

    Depois de algum afastamento, regressam em 2001, para gáudio dos fãs, com um dos seus melhores álbuns, Black Market Music, onde apresentam um rock mais “furioso” e energético. Continuando com a sua “brincadeira” com os Media e os fãs, e mantendo sempre o mistério, o primeiro single deste álbum é “Taste in Men”…

    Dois anos depois, lançam o seu álbum mais aclamado, mas bem mais melodioso, Sleeping with ghosts, donde sai no entanto o poderoso instrumental “Bulletproof Cupid” e canções com letras tão emotivas quanto poderosas, como é o caso de “Sleeping with ghosts”, “Special Needs” ou “I’ll be yours”…

    Soulmates Never Die é o DVD que lançam como apresentação da tournée deste mesmo álbum, uma prova de que ainda teem muito para dar ao mundo…

    Em 2004 editam um best-of, Once More with Feeling, guardando o melhor para o fim…

    O lançamento em 2006, do fantástico álbum Meds que, ao estilo de Black Market Music – com algumas reminiscências de Sleeping With ghosts – mostra o que de melhor os Placebo podem fazer. Terminam este álbum como que com um prenúncio aziago para os fãs… “Song to say goodbye”.

    Esperemos no entanto, que não seja este o adeus definitivo de Molko, Olsdal e Hewitt – Soulmates – que tanto têm a dar ao mundo da música…

    We hope they never die…

publicado por FV às 20:23

Algumas pessoas quando lerem esta “crítica” vão provavelmente achar que eu enlouqueci de vez, isto porque não conseguia gostar dos Muse. Mas, não sei porquê há qualquer neste Black Holes and Revelations que me fez ficar viciada nele.

Muitas vezes considerados como sendo os próximos Radiohead, desde a sua formação em 1997, o trio de Teignmouth sempre rejeitou as comparações com a banda de Oxford e, ambiciosamente criou uma sonoridade muito distinta, muito própria. Apesar dos seus fãs britânicos já os adorarem desde os álbuns Sunburn e Hyper Music, foi só com Absolution que os Muse tiveram reconhecimento e sucesso no outro lado do Atlântico. Independentemente da qualidade deste álbum e de toda a sua importância, os Muse revelam a sua solidez como banda em Black Holes and Revelations, onde se mostra isso mesmo.

Rich Costey juntou-se aos Muse para co-produzir 11 canções, e desta junção surgiu o álbum mais meticuloso e aclamado até ao momento. “Take a Bow“ prepara o ambiente para o que se segue: um som rock fantástico, viciante, completamente orquestrado, conduzido pelos sons dos sintetizadores e percussões, atingindo o clímax na voz e guitarra sofredoras de Matthew Bellamy, como se o mundo fosse completamente destruído pela sua instabilidade. É neste álbum que Bellamy consegue distanciar-se das frequentes comparações com Freddie Mercury (Queen) e Thom Yorke (Radiohead), ganhando uma personalidade independente. A coesão entre os membros da banda também é visivel, não que esta não existisse nos trabalhos anteriores, mas é em Black Holes and Revelations que surgem como uma banda completa. Músicas como “Supermassive Black Hole” e “Assassin” são os melhores exemplos da garra que os Muse querem passar com toda a força que tem. De destacar a brilhante “Invincible” apesar de ser das músicas mais calmas, consegue ser das mais viciantes. Foram precisos 4 álbuns para os Americanos reconhecerem o “fenómeno” Muse, mas com este Black Holes and Revelations ficaram com o mundo inteiro a seus pés! Até os mais cépticos (como eu), se rendem!

 
publicado por AS às 00:13

10
Out 06



2003…

 No meio de experimentalismos líricos e emergências rock, surge um estilo punk-do-it-yourself. Das cinzas deste espírito, desta garra, pelas sombras da cidade, por entre viagens subterrâneas, surgem os Linda Martini. Trazem três guitarras – Sérgio, Pedro e André –, baixo – Cláudia –, bateria – Hélio –, voz – André –, samples, melódica, harmónica e o que mais ditou a ocasião. Única premissa na casa de partida: suar e cantar em Português. A primeira maqueta surge algures entre 2004 e 2005. O albúm - Olhos de Mongol - está p'ra breve...

    É com esta premissa inicial, que surge este projecto, uma verdadeira lufada de ar fresco na música nacional. Vindos de um estilo mais hardcore ou punk, surge esta mudança para um estilo totalmente diferente, inovador e marcadamente instrumental – não fosse terem também 3 guitarras! Mas existe outra razão para esta primazia ao instrumental. Tal como dizem os elementos da banda, “ (…) a voz é mais um elemento, que tenta de alguma forma ilustrar o instrumental, preenchendo alguns espaços e silêncios. (…) ”.

    Há quem os compare a Pluto, Ornatos Violeta e Toranja, o que a banda nega, referindo que apenas surgem essas comparações devido à voz e sobretudo, por cantarem em português. “Se pegarmos nas mesmas melodias que temos e cantarmos em inglês ninguém vai buscar esses nomes!” referem.

    Quanto à escolha de cantarem em português, foi algo que surgiu naturalmente. Como dizem “Tu pensas em português, falas em português, sonhas em português, faz todo o sentido!"
    
      Inspirados no dia-a-dia bem como nos “vícios” literários e cinéfilos compõem explosões líricas fantásticas e brilhantemente coesas. É interessante notar que metade da maqueta seja simplesmente instrumental porque as músicas são de tal modo sólidas que tudo nos parece estar constantemente no seu devido lugar. Amor Combate e Lição de Voo nº1 soam-nos tão coesas como as instrumentais Este Mar e Efémera.

    Nesta ocasião seria cliché afirmar que os Linda Martini são uma lufada de ar fresco mas a verdade é que Linda Martini são, neste momento, o próprio ar do qual muitas outras bandas se irão alimentar, como já é costume acontecer quando alguém proporciona uma tal vaga de originalidade.

publicado por FV às 18:18

02
Out 06
Hoje é um dia muito especial, não só para mim, mas principalmente para o meu "companheiro de aventuras", que faz hoje 22 aninhos. Esta é a minha forma de te mostrar o que sinto, com votos de muitas felicidades. Foi o meu lado esquerdo que me trouxe até ti, quando já pensava que não existias para mim no mundo. Adoro-te!

Clã
Lado Esquerdo

O meu lado esquerdo
é mais forte do que o outro
é o lado da intuicao
É o lado onde mora o coracao

O meu lado esquerdo
Oriente do meu instinto
É o lado que me guia no escuro
É o lado com que eu choro e com que eu sinto

Meu é o meu foi o meu lado esquerdo
Que me levou até ti
Quando eu ja pensava
Que nao existias para mim no mundo

O meu lado esquerdo nao sabe o que é a razao
É ele que me faz sonhar
É ele que tantas vezes diz nao

Meu é o meu foi o meu lado esquerdo
Que me levou até ti
Quando eu ja pensava
Que nao existias para mim no mundo
publicado por AS às 12:52

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