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Out 06


  

    Brian Molko. Stefan Olsdal. Steve Hewitt. Um Americano, um sueco e um inglês. Um bissexual, um homossexual e um heterossexual. Estes são os Placebo.

    Quando se encontraram por acaso numa estação de Londres, Molko e Olsdal, ex-colegas de uma escola no Luxemburgo, decidem formar uma banda. Inicialmente conhecidos como Ashtray Heart e com Robert Schultzberg na bateria, embarcaram na aventura, que pouco durou devido ao mau relacionamento entre Schultzberg e Molko.

    É então que entra em cena um jovem britânico que Molko conheceu à porta do Burger King em 1991 e com quem já havia tocado – Steve Hewitt. E assim estão formados então os Placebo. Sempre fugindo à Britpop, regem-se pelo glamour e pela confusão na sexualidade, androginia…

    Em 1995, lançam o single “Bruise Pristine” e começaram a sua primeira tournée, tendo assinado com a editora Hut Records logo no ano seguinte... apenas 51 semanas depois do seu primeiro concerto… Lançam também a sua própria editora, Elevator Music.

    Lançam o seu primeiro single com a Hut em 1996 – “Come Home” – e é também nesta altura que começam a participação com David Bowie. O seu primeiro álbum, Placebo, atinge o ouro rapidamente e o single “Nancy Boy” chega ao #4 do top do Reino Unido.

    Lançam o segundo álbum – Without I’m Nothing – em 1998, ano em que Brian participa no filme Velvet Goldmine, onde conhece o seu primeiro amor, Michael Stipe.

    Sempre caracterizados por esta androginia, os Placebo vão escalando montanhas e continuam neste álbum o sucesso que foi a colaboração com David Bowie. Brian inclusivamente refere que muitas vezes o confundem com uma mulher, estando especialmente “confundível” no vídeo do single “Pure Morning”. Quando o questionam do porquê de usar maquilhagem, responde simplesmente “pela mesma razão que as mulheres o fazem – porque me sinto melhor e mais bonito”.

    Depois de algum afastamento, regressam em 2001, para gáudio dos fãs, com um dos seus melhores álbuns, Black Market Music, onde apresentam um rock mais “furioso” e energético. Continuando com a sua “brincadeira” com os Media e os fãs, e mantendo sempre o mistério, o primeiro single deste álbum é “Taste in Men”…

    Dois anos depois, lançam o seu álbum mais aclamado, mas bem mais melodioso, Sleeping with ghosts, donde sai no entanto o poderoso instrumental “Bulletproof Cupid” e canções com letras tão emotivas quanto poderosas, como é o caso de “Sleeping with ghosts”, “Special Needs” ou “I’ll be yours”…

    Soulmates Never Die é o DVD que lançam como apresentação da tournée deste mesmo álbum, uma prova de que ainda teem muito para dar ao mundo…

    Em 2004 editam um best-of, Once More with Feeling, guardando o melhor para o fim…

    O lançamento em 2006, do fantástico álbum Meds que, ao estilo de Black Market Music – com algumas reminiscências de Sleeping With ghosts – mostra o que de melhor os Placebo podem fazer. Terminam este álbum como que com um prenúncio aziago para os fãs… “Song to say goodbye”.

    Esperemos no entanto, que não seja este o adeus definitivo de Molko, Olsdal e Hewitt – Soulmates – que tanto têm a dar ao mundo da música…

    We hope they never die…

publicado por FV às 20:23

Algumas pessoas quando lerem esta “crítica” vão provavelmente achar que eu enlouqueci de vez, isto porque não conseguia gostar dos Muse. Mas, não sei porquê há qualquer neste Black Holes and Revelations que me fez ficar viciada nele.

Muitas vezes considerados como sendo os próximos Radiohead, desde a sua formação em 1997, o trio de Teignmouth sempre rejeitou as comparações com a banda de Oxford e, ambiciosamente criou uma sonoridade muito distinta, muito própria. Apesar dos seus fãs britânicos já os adorarem desde os álbuns Sunburn e Hyper Music, foi só com Absolution que os Muse tiveram reconhecimento e sucesso no outro lado do Atlântico. Independentemente da qualidade deste álbum e de toda a sua importância, os Muse revelam a sua solidez como banda em Black Holes and Revelations, onde se mostra isso mesmo.

Rich Costey juntou-se aos Muse para co-produzir 11 canções, e desta junção surgiu o álbum mais meticuloso e aclamado até ao momento. “Take a Bow“ prepara o ambiente para o que se segue: um som rock fantástico, viciante, completamente orquestrado, conduzido pelos sons dos sintetizadores e percussões, atingindo o clímax na voz e guitarra sofredoras de Matthew Bellamy, como se o mundo fosse completamente destruído pela sua instabilidade. É neste álbum que Bellamy consegue distanciar-se das frequentes comparações com Freddie Mercury (Queen) e Thom Yorke (Radiohead), ganhando uma personalidade independente. A coesão entre os membros da banda também é visivel, não que esta não existisse nos trabalhos anteriores, mas é em Black Holes and Revelations que surgem como uma banda completa. Músicas como “Supermassive Black Hole” e “Assassin” são os melhores exemplos da garra que os Muse querem passar com toda a força que tem. De destacar a brilhante “Invincible” apesar de ser das músicas mais calmas, consegue ser das mais viciantes. Foram precisos 4 álbuns para os Americanos reconhecerem o “fenómeno” Muse, mas com este Black Holes and Revelations ficaram com o mundo inteiro a seus pés! Até os mais cépticos (como eu), se rendem!

 
publicado por AS às 00:13

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