24
Nov 06


Hoje em dia, quem não tem telemóvel? Ou até mais do que um...?
Então, e se um dia alguém se lembrasse de atacar o mundo utilizando telemóveis?

É nesta premissa que se baseia Cell de Stephen King... um grande livro, que,segundo notícias terá adaptação a cinema por Eli Roth - o mesmo de Hostel. E quem melhor que este realizador para transpor uma história que mistura um pouco de Dawn of the dead de George Romero - que aliás consta nas dedicatórias de Stephen King - com uma ameaça global?

Mas passando a uma análise do livro...
Esta é uma história arrepiante, contada à boa maneira de Stephen King, onde, pegando na premissa de um Impulso, que transforma toda a humanidade num mundo de zombies loucos... um Impulso que se propaga como uma epidemia... da pior forma possivel... pelo telemóvel!

Clayton Riddell, um artista do Maine, e o seu grupo de amigos/conhecidos irão lutar contra esta terrível ameaça, partindo em busca de esperança, tentando fugir a este pesadelo, seguindo uma mensagem misteriosa: KASHWAK = SEM-TLM... o que quererá dizer aquela mensagem? Será uma ameaça?

Ao longo das cerca de 350 páginas - lidas avidamente e sem se dar por elas, diga-se - o leitor irá perceber a dimensão desta ameaça, a destruição da humanidade, e o significado daquela estranha mensagem... numa história que prende, mesmo quem não seja muito fã do género terror, ficando no entanto um aviso... há que ter estômago forte, pois algumas descrições poderão ser fortes...

No entanto, um livro a não perder, uma história que nos prende da primeira à ultima página...
Ou... Stephen King  no seu melhor ... ainda que , p'ra mim, numa clara homenagem ao melhor de Romero, inovando e tornando a história bem mais actual....

"Estás-me a ouvir?"...

publicado por FV às 16:54

19
Nov 06

Em 1985, o alemão Patrick Suskind escreveu um livro que, não só o iria tirar do anonimato, como criou um dos mais assombrosos bestseller, dos ultimos tempos. 

A história de “O Perfume” passa-se no século XVIII, onde Suskind consegue conduzir o leitor de página a página, de odor em odor, tornando-os “viciados” no objectivo de Jean- Baptiste Grenouille: a busca do perfume perfeito, ou seja, a forma suprema da Beleza.

Passar para cinema esta história, sabia-se de antemão que não era tarefa fácil. Stanley Kubrik, considerou “O Perfume” um livro inadaptável. Coube a Tom Tykwer a dura tarefa de provar o contrário.

“O Perfume” (o livro) torna-se único graças ao indaptável poder das palavras e das descrições. Para que fosse possivel dar ao filme o carácter tão próprio do livro, foi usada a narração para contar a história, e para o “papel” John Hurt. Desta forma, o espectador consegue ser “conduzido” pela história e pelo enredo em volta de Grenouille.

Tykwer consegue retratar todas as cenas com extrema competência, de tal forma que por vezes parece genial. O poder das imagens substitui as letras, e entrelaça-se em planos perfeitos. É verdade é que o filme não tem a “capacidade” de nos tornar sensiveis e acompanhar os cheiros da forma como o livro o faz, mas consegue despoletar esses cheiros na nossa imaginação: as vísceras dos milhares de peixes, o aroma do primeiro perfume criado por Grenouille, as dezenas de rosas vermelhas, campos de lavanda, etc.

Mas aquilo que torna o filme uma obra prima, é mesmo o papel de Ben Whishaw. A complexidade de Grenouille, que por um lado é alguém ingénuo e cheio de conflitos consigo próprio, torna-nos também sensiveis à sua causa, e até mesmo desperta-nos alguma empatia por ele. Por tudo isto, Whishaw tinha uma tarefa dificillima à sua frente, mas conseguiu, com uma actuação de encher o olho, transmitir ao público o seu dilema: o de alguém com um dom extraordinário, que apenas deseja encontrar o seu lugar no mundo, não tendo qualquer tipo de ajuda.

Até mesmo o final do história, que se pensava ficar desenquadrado quando fosse transformado em imagens, parece encaixar na perfeição no poderoso ambiente místico da película (não nos esqueçamos do destino de todos aqueles que influenciaram de alguma maneira Grenouille na sua cruzada).

publicado por AS às 16:13

06
Nov 06


2027.
O mundo encontra-se em estado apocalíptico.
Não é possivel nascerem crianças. Existe um problema enorme de fertilização que assola o planeta.
Imaginem agora o que acontece quando morre a pessoa mais nova do planeta com 18 anos!...
Gera-se o caos em Londres, dividida por grupos nacionalistas desavindos.
Imaginem agora quando uma mulher fica grávida...

São estas as premissas p'ra esta excelente história conduzida por Alfonso Cuarón onde Theo (Clive Owen) se torna no improvável defensor da sobrevivência do planeta, quando após ser procurado pela ex-mulher, Julian, concorda em colocar em segurança a primeira mulher grávida em 19 anos...
Apesar da visão geral de toda a crueldade humana que se pode gerar num ambiente apocalíptico, é um alerta em vários campos. É ainda possivel encontrar quem ame com pureza no caos, existe ainda quem ajude sem questionar, há ainda quem dê a sua vida, pela vida... Há ainda esperança e alegria.

Mas mais ainda há um Clive Owen em óptima forma a confirmar cada vez mais as suas credenciais, um Michael Caine que cumpre bem o papel de velho ancião, estando também num dos seus melhores papéis... e há uma Julianne Moore... à Julianne Moore... bem como um Chiwetel Ejiofor também em muito bom nível...

Com tudo isto, é este um filme a não perder, sendo p'ra mim um dos melhores do ano sem dúvida...

publicado por FV às 21:02

01
Nov 06

É com alguma estranheza e nostalgia à mistura que falo duma banda que, não só tem tantos anos de carreira quanto eu de vida, como também é uma das minhas referências musicais. Falo, obviamente, dos GNR, e do fantástico concerto de ontem, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

Foram duas horas electrizantes, com os GNR a mostrarem que estão vivos e de boa saúde, e que o público, composto por várias faixas etárias, ao fim de tantos anos, ainda tem as letras na ponta da língua, e que lhes continua fiel.

O espectáculo começou, inesperadamente, com The Legendary Tiger Man a interpretar, sozinho na frente do palco, “Portugal na CEE”, o primeiro single da banda do Porto, originalmente interpretado por Alexandre Soares. Paulo Furtado foi o mestre-de-cerimónias ao apresentar o Grupo Novo Rock. Cada um ao seu estilo – Rui Reininho, Jorge Romão e António “Toli” Machado não esconderam a alegria de ver o coliseu cheio até aos píncaros.

Foi com a interpretação da excelente “Popless” que os GNR abrem o concerto, que não só surpreendeu pela forma como foi interpretada mas principalmente em termos visuais. Há muito que não víamos os GNR num espaço fechado e em dia de festa não faltaram os efeitos de luzes nem os ecrãs no cenário nem a passadeira para chegar ao público “à-la-Rolling-Stones”. Depois de “Sexta-Feira” ouve-se “Morte ao Sol” e o tempo começa a pesar. Afinal, já passaram mais de 15 anos da edição deste tema em “Valsa dos Detectives”! E o público parecia cada vez gostar mais do concerto.  

Enquanto Jorge Romão percorria o palco em todo o comprimento, imparável como sempre nos habituou, e Toli Machado se concentrava discreto na sua guitarra ou acordeão, Rui Reininho fitava o público com a sua pose imponente à medida que ia mandando as suas farpas, cada vez mais sofisticadas. Acompanhados por três músicos (bateria, guitarra e teclas), os GNR adaptaram alguns temas e em “Pronúncia do Norte” em vez de “Os tontos chamam-lhe torpe” Reininho cantou “Os tontos chamam-lhe spot”; ou em “Sub-16” do “o desgosto de vestir-te como os DJs” passou a “bom gosto”.

“Espelho Meu” traz mais um convidado ao palco, NBC dos “Revistados”. A partir deste momento, sentia-se que o concerto aumentava de qualidade e a ligação entre a banda e o público era cada vez mais forte, muito graças à interpretação de mais um clássico “Dama ou Tigre”. “Hardcore”, traz novamente ao palco, The Legendary Tiger Man, desta vez para tocar guitarra, e no final desta música, obteve o agradecimento por parte de Rui Reininho que, em nome da banda, contou ao público que Paulo Furtado tinha feito 300 kilómetros para poder estar presente e tocar com os GNR. O público, como não poderia deixar de ser, agradeceu-lhe o gesto com uma enorme salva de palmas.

Seguiram-se “Canadadá”, “+Vale Nunca” e a mais alcoólica de sempre “Piloto Automático”. “Bem-Vindo ao Passado” trouxe de novo ao palco NBC, que, na minha opinião foi a interpretação mais fraca da noite, não por falta de qualidade deste ou do esforço que fez de comunicar com o público, neste aspecto foi extraordinário, mas porque cantou a música numa versão “Rap”, que lhe deu uma forma estranha, mal se percebendo o que este dizia. Seguidamente, Reininho cantou o clássico de Roberto Carlos, “Quero que vá tudo pró inferno”, o que pôs o público a dançar.

A última convidada a entrar em cena foi Sónia Tavares dos The Gift, e “as covinhas mais sexys do rock’n’roll”, como Rui Reininho carinhosamente a chamou,  impôs o silêncio na sala ao interpretar brilhantemente “Valsa dos Detectives”, uma das minhas músicas preferidas de sempre e, depois em dueto com Reininho, “Asas”.

Sozinho em palco, sem o baixo e com um berimbau (instrumento usado nas rodas de capoeira), Jorge Romão deu um cheirinho de samba aos presentes antes do primeiro encore, aproveitando para incentivar o público a cantar os parabéns.

Rui Reininho cantou os eternos “Sub-16”, “Dunas” e “Sangue Oculto”. Ao segundo encore, “Ana Lee” e “Homem-Mau”, a fechar com chave de ouro uma noite que irá ficar eternamente na memória de todos os que estiveram presentes.

Quase duas horas depois, os GNR mostraram que ainda têm muito caminho pela frente e com a renovação do público tudo pode acontecer. Para quem cresceu a ouvir “Efectivamente” ou “Dunas” foi a constatação de que já se passaram mais de 20 anos sobre aquelas canções e do nosso tempo de vida. Fica a prova que os GNR são um projecto para continuar, com um novo álbum de originais prometido para 2007. Aliás, Rui Reininho afirmou uma vez em entrevista que só pára “quando deixar de provocar as pessoas deixa de fazer sentido. Para mim é a pior das mortes”. Esperemos então que continue a provocar as pessoas por muitos e longos anos!

Set list do concerto: Portugal na CEE – com Tigerman, Popless, Sexta feira, Morte ao Sol, ContinuaAcção, Pronúncia do Norte, Espelho Meu com NBC, Dama ou Tigre, Quando o Telefone pecca, Hardcore – com Tigerman, Canadadá, + Vale Nunca, Piloto Automático, Bem vindo ao passado – com NBC, Quero que vá tudo pró inferno, Efectivamente, Valsa dos Detectives – Sónia Tavares, Asas – com Sónia Tavares, Sub-16, Dunas, Sangue Oculto, Ana Lee e Homem Mau.

publicado por AS às 15:26

Brian De Palma, um dos mais virtuosos e singulares realizadores norte-americanos, regressa a L.A., aos anos 40, e a um crime que marcou a memória dessa década, na adaptação do célebre romance policial de James Ellroy (que assinou também "L.A. Confidential").
Passaram praticamente cinquenta anos desde o dia em que uma habitante da cidade, juntamente com a filha, decidiu atravessar um descampado enquanto passeva. A travessia iria levá-la até ao corpo mutilado e desnudado de Elizabeth Short (Mia Kishner), uma mulher de vinte anos que sonhava ser actriz, cujo assassínio comoveu os Estados Unidos.
A designação 'Dália Negra' nasceu da conjugação das características da vítima com o título de um filme de 1946, "A Dália Azul".
Short tinha um longo cabelo negro e vestia-se quase sempre de negro, o que reforçava o seu intenso olhar azul. Assim, os amigos começaram a chamar-lhe 'Dália Negra', numa alusão à personagem que Vitoria Lake desempenhava no filme de George Marshall.
A missão - descobrir as razões para a sua morte - foi entregue a dois detectives e ex-lutadores de boxe, Dwight 'Bucky' Bleichert (Hartnett) e Leland 'Lee' Blanchard (Eckhart).
À medida que a investigação vai avançando, Blanchard vai ficando cada vez mais obcecado com o caso, e o seu casamento com Kay (Johansson) vai-se deteriorando.
Entretanto, o seu colega descobre uma ligação questionável entre a vítima e a misteriosa Madeleine Linscott (Swank), filha de uma das principais figuras da cidade.

publicado por AS às 14:08

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