17
Mai 07

Antes de abandonarem a Terra, os cientistas Jefferson Singleway, Borris e Karl, que foram os protagonistas da aventura O Anel de Gelo, ofereceram a Spirou e Fantásio uma caixa negra com os planos e os mapas de várias invenções revolucionárias.

Para grande incómodo da sua vizinha bisbilhoteira, que passa a vida à janela, tentando bisbilhotar a vida do nosso herói, Fantásio fecha-se em casa durante dias para concretizar alguns desses planos. Um deles é o Fantajet, uma versão moderna do Fantacóptero (Ver o álbum Spirou e os Herdeiros).

O grande inconveniente deste invento é que chama demasiado a atenção, e tendo em conta que todos os planos que se encontram na caixa negra, ao caírem nas mãos erradas, podem ter resultados desastrosos, como é o caso do comandante Alexander, que tudo faz para por a mão em ambos: ao Fantajet e à caixa negra. Para isso, engendrou um plano muito simples, raptar Fantásio e trocá-lo pela misteriosa caixa.

Esta é a segunda história realizada pela dupla Nic e Cauvin, que para a série, revela um processo de transição, isto porque Fournier tinha abandonado Spirou e as Éditions Dupuis hesitavam quanto ao seu sucessor. A solução encontrada pela editora foi entregar o desenvolvimento da banda desenhada a três equipas distintas, incumbidas de realizar curtas histórias – Yves Chaland que escreveu Fantasio et le fantôme et 4 autres aventures, que é difícil de encontrar, a dupla Tome e Janry, que pegou na série durante uma grande parte dos anos 80, e Nic e Cauvin, responsáveis por três aventuras, O Anel de Gelo, A Caixa Negra e Les faiseurs du silence.

As condições em que esta dupla aceitou pegar na série não eram nada favoráveis, visto que tinham como objectivo realizar um álbum por ano e romper com a dinâmica precedente, o que envolvia abandonar personagens que se moviam à volta do conde de Champignac.

É obvio que, como se verá, o resultado não consegue ser totalmente conseguido. Primeiro porque, em termos gráficos Spirou fica quase irreconhecível, ficando até com um ar muito infantil e, nem mesmo o facto de passar a andar de mota lhe consegue conferir um look mais moderno. Depois porque a narrativa fica demasiado centrada nas aventuras e peripécias dos heróis e de um pequeno núcleo de personagens secundárias que não conseguem ter espaço para se evidenciar, como acontecia por exemplo, com Zorglub.

Por outro lado, a dupla Nic e Cauvin conseguiu introduzir na série as temáticas ambientais, e assim aproximaram o herói das preocupações quotidianas de um numero crescente de leitores.

publicado por AS às 17:02

16
Mai 07

 

Começa hoje, e vai até ao próximo dia 27,  mais uma edição do festival de Cannes, comemorando 60 anos, e que apresenta em concurso grandes filmes, grandes promessas de realizadores consagrados. Desses filmes (a concurso e extra-concurso), os esperados por nós em Portugal são:

-  My blueberry Nights, de Wong Kar Wai, que conta no elenco com Jude Law e Natalie Portman, e a estreia de Norah Jones na representação

- No Country for old Man, dos irmãos Coen, que traz Tommy Lee Jones num "western"...

- Zodiac, de David Fincher, com estreia anunciada para amanhã no nosso país, e que conta no elenco com Robert Downey Jr., Mark Ruffalo e Jake Gyllenhaal

- Promise me this, o último e mais recente filme de Emir Kusturica

- Death Proof, a contribuição de Tarantino para o back-to-back Grindhouse, que realizou com Robert Rodriguez

- Paranoid Park, o novo filme de Gus Van Sant

- A Mighty Heart, de Michael Winterbottom, que conta a história de Daniel Pearl, o jornalista raptado e morto pela Al-Qaeda, na história contada pela sua mulher, aqui interpretada por Angelina Jolie.

 

Com certeza razões de sobra para desejar estar em Cannes... e esperar uma das melhores edições de sempre nesta comemoração dos 60 anos.

 

publicado por FV às 13:30

14
Mai 07
O Assassino do Zodíaco. Quem era? Quantas pessoas matou na realidade?
Muitas suspeitas existem, muita especulação...
Ainda hoje se pergunta: quem era afinal Zodiac?
É disso que trata o novo filme de David Fincher - o mestre por detrás de filmes como Se7en, Panic Room ou Fight Club - traz ao cinema o livro de Robert Graysmith (interpretado por Jake Gyllenhaal), que analisa esta história de mistério, a não perder, e com estreia anunciada (finalmente!) para 17 de Maio próximo.
Aqui fica o trailer de um dos filmes mais esperados por nós.«Zodiac»

Bons trailers e bons filmes,
 Filipe Vilhena e Alexandra Silva
publicado por FV às 17:09
tags:

12
Mai 07
Tori Amos é uma artista única. Multifacetada como não há igual. A sua versatilidade está bem patente no novo álbum, «American Doll Posse» onde encarna 5 personagens - Tori, Isabel, Pip, Clyde e Santa -, cada uma com personalidades e estilos musicais próprios. Assim temos um álbum repleto de Tori Amos, com influências variadas e muito experimentalismo. Aqui fica Big Wheel, o primeiro single, este da personagem de nome próprio Tori.


Filipe Vilhena & Alexandra Silva
publicado por FV às 17:44

11
Mai 07

Sinopse: 300 é baseado na Graphic Novel de Frank Miller (Sin City) e Lynn Varley, e é um relato bárbaro da batalha de Termópilas, na qual o Rei Leónidas (Gerard Butler) e 300 espartanos lutaram ate à morte contra Xerxes (Rodrigo Santoro) e o seu gigantesco exército persa.
Perante uma vantagem insuperável, o seu valor e sacrifício serviram de inspiração a toda a Grécia a unir-se conta o inimigo persa, acabando por estabelecer as bases da democracia.
Apesar de ser inspirado numa Graphic Novel, como já foi referido, 300 é uma aventura épica sobre paixão, coragem, liberdade e sacrifício, qualidades personificadas pelos guerreiros espartanos, que combateram numa das maiores batalhas da História.
 
Crítica: O filme 300 antecipou desde cedo grande expectativa, maioritariamente por duas razões: afirmou-se como um Blockbuster desde o início (o que é sempre positivo para o marketing e divulgação), e surgiu com a herança de Sin City e apresenta-se com o mesmo conceito: imagens claramente baseadas na visão de Miller, e fidelidade com o espírito original da história. Outra coisa que poderia ter sido determinante para o desenrolar do filme é o cada vez mais usado recurso aos efeitos especiais, que em muitos casos, acabam por cair no exagero, sobrepondo-se ao desempenho dos actores e até mesmo à própria história que é contada. Mas em 300 isto não acontece. Zack Snyder mostra-se um autêntico génio no equilíbrio de dois mundos que neste caso dependem vitalmente um do outro. 300 consegue ultrapassar a simples adaptação da BD de Frank Miller, tornando-se, provavelmente, na melhor adaptação cinematográfica duma BD até à data.
Tecnicamente não consegue ter rivais, estando à altura dum Braveheart ou dum Senhor dos Anéis. Tudo neste filme é épico e todos os detalhes, por mais minúsculos que sejam, são tratados ao pormenor. O som é grandioso, soberbo, e a fotografia e toda a parte visual e gráfica do filme são de cortar a respiração.
No que às interpretações e desempenho dos actores diz respeito é impossível falar de 300 sem destacar a excelente prestação de Gerard Butler, que consegue levar o filme às costas, todo o filme brilha com ele, e o restante elenco parece que “apenas” o consegue acompanhar.
Outro aspecto a salientar é que 300 é riquíssimo em quotes, tornando-se um filme recheado de humor, algo que muitos não estariam à espera.
publicado por AS às 11:00

10
Mai 07
Um filme co-produzido entre Espanha e França, realizado por Jose Luís Cuerda, que trabalhou com Alejandro Aménabar, estreia hoje nos cinemas nacionais.
Uma produção que olha para a família interligando esse mundo com o universo das fábulas, tratando um realismo que não recusa entrar em situações bem dramáticas (como casos de assédio sexual ou da inevitabilidade e proximidade da morte), devidamente compensadas por algumas linhas de diálogo com um humor contagiante. Aqui deixamos mais um trailer de uma produção europeia a bom nível. «A Educação das Fadas»:

Bons trailers e bons filmes,
 Filipe Vilhena e Alexandra Silva
publicado por FV às 17:56
tags:

Sinopse: Michael (Zach Braff) e Jenna (Jacinda Barrett) estão juntos há três anos. Aparentemente ambos acham que tem a vida perfeita: alguém que os ama, um grupo de amigos de longa data, uma carreira brilhante. Tudo o que muitos desejam na sua vida. No entanto, Michael está a um mês dos 30 anos, e o futuro surge-lhe como uma viagem assustadora, porque sente que a sua vida vai ficar sem entusiasmo, surpresas, rodeado duma previsibilidade enfadonha, especialmente com a recente gravidez de Jenna. A este pânico latente vem adicionar-se o aparecimento da sedutora Kim (Rachel Bilson), símbolo da liberdade e da espontaneidade que Michael procura.
Em suma, Michael atravessa uma crise de meia-idade, antecipada pela velocidade estonteante a que nos movemos, e que parece “atacar” os seus amigos: Chris (Casey Affleck) está cansado da agressividade com que a sua mulher o trata após o nascimento do seu filho e de ser rotulado de incapaz de compreender as necessidades tanto da mulher como da criança; Izzy (Michael Weston) está a ter dificuldades em lidar com o final da sua relação com Ari (Marley Shelton) e principalmente em aceitar que tem que retomar a sua vida; e Kenny (Eric Christian Olsen) que quer manter a todo o custo o seu estatuto de eterno solteiro.
 
Crítica: Este filme tem algo que o torna, à partida, difícil de o classificar: primeiro porque é catalogado de comédia romântica, quando é tudo menos uma comédia e depois pela publicidade em torno de entrar Zach Braff (o protagonista do fabuloso Garden State) o que pode levar-nos a esperar um filme diferente e, por isso, muitos se sentirão defraudados ao vê-lo.
No entanto O último beijo é muito sério e um olhar atento, até mesmo cirúrgico sobre o que exige o compromisso com outra pessoa.
Como sabemos que estamos com a pessoa certa? Será que não estamos com alguém apenas por medo da solidão? Qual é o caminho para a verdadeira felicidade? Será que escolhemos o caminho certo ou apenas o mais fácil? Basicamente, deixa-nos perante os eternos “ses”, em que a honestidade perante nós próprios e os outros é o único guia de orientação. Daí, ser um retrato no qual nos acabamos sempre por reconhecer: todos os nossos sentimentos de dor, raiva, paixão, revolta e duvida estão ali espelhados.
Mas, como já referi anteriormente, O último beijo é muito mais dramático do que o título, o cartaz e o próprio elenco dão a entender e a aparente falta de química entre Zach Braff e Jacinda Barrett não ajudam a que tenham papéis extraordinários. Estão bem, melhor ela que ele, mas ficamos com a sensação que poderiam estar bem melhores.
De destacar é a excelente banda sonora que ajuda a tornar o ambiente ainda mais dramático, onde encontramos nomes tais como Imogen Heap, Rachael Yamagata, Ray LaMontagne ou Snow Patrol, e Joshua Radin. Mas a cena melhor de todo o filme e, para mim aquela com que mais me identifico é a que tem como pano de fundo a fabulosa Warning Sign dos Coldplay, que acaba por resumir muito bem a “moral” que se pretende passar no filme.
O crescimento é confuso, difícil, doloroso, e cheio de escolhas que não queremos fazer, mas o melhor sinal de que estamos a chegar lá é quando somos capazes de assumir as consequências dos nossos próprios actos. Em última instância, é por aquilo que fazemos, pelas nossas escolhas, que a nossa essência humana vem ao de cima. E há sempre um beijo que tem de ser o último!
publicado por AS às 15:51

Sinopse: Amor e sexo. Alguns andam à procura, outros precisam. Uns rejeitam, outros compram. Mas estamos todos envolvidos. A única coisa que realmente nos une é a nossa tentativa de nos ligarmos uns aos outros. Seja emocional, física, subliminar ou sexualmente, como seres humanos precisamos de contactar uns com os outros. Mas quais são as regras? Como sabemos que alguém gosta ou está apaixonado por nós? Como é que decidimos ligar-nos a uma pessoa, por um momento ou para a vida inteira? A palavra mais usada quando estas questões são discutidas é “amor”. Segundo alguns grandes pensadores, o amor é uma noção inatingível, movida mais pela necessidade que pela realidade, enquanto que para outros é a única coisa que torna a vida remotamente apetecível e sem a qual seria intolerável. Passado durante uma tarde, no Parque de Hampstead Heath, em torno das existências de sete casais, «Cenas de Natureza Sexual» mostra como é que tentamos encontrá-lo e como é que nos comportamos, perante o amor, o desejo… e todas as complicações que esses sentimentos nos trazem!
Crítica: Vivemos num mundo cinematográfico, passado no plano blockbuster e na guerra pela comercialização e audiência, o que nem sempre, ou muito raramente, atrevo-me a dizer, é bom para o cinema. Perde o cinema, perdem os espectadores.
Vanglorie-se então esta lufada de ar fresco proveniente de Inglaterra. Um filme independente concretizado contra todas as probabilidades e com muito pouco dinheiro, este é mais um caso exemplar de sucesso inesperado, tendo sido considerado pela Screen International como o lançamento de distribuição própria mais bem sucedido na Grã-Bretanha.
Em seis semanas, esta equipa conseguiu reunir o dinheiro necessário, um elenco de primeiro nível, e rodar os 90 minutos que dura a película. Um argumento capaz e a criatividade e engenho dos seus criadores fizeram o resto.
E assim se construiu um filme simples, que aborda de forma simples e real, sem esforços e artifícios, um retrato recheado de circunstâncias perfeitamente triviais sobre relações, sejam elas quais forem. Encontramos um casal homossexual, Ewan McGregor e Douglas Hodge, um casal recém-divorciado, Adrian Lester e Catherine Tate, um casal de idosos revivendo o passado, Eileen Atkins e Benjamin Whithrow, um casal no seu 1º encontro, Hugh Bonneville e Gina McKee, e um casal em apuros devido a uma jovem francesa, Andrew Lincoln e Holly Aird, bem como muitos outros que se cruzam nesta paleta de relações.
Um filme fluído, sem rodeios nem devaneios, escrito de forma simples e directa, como poucos há no cinema. Uma boa surpresa, um filme a ver. Diversas histórias… todos nós nos revemos em alguma…

publicado por FV às 11:14

08
Mai 07

Sinopse: Ao longo da história, o número 23 mostrou ter um profundo significado. O ser humano recebe 23 cromossomas de cada pai. A geometria é baseada em 23 leis naturais. Mas muitos acreditam que o número carrega também uma faceta sombria e malévola.
Deixando-se levar por uma espiral de obsessão com o número 23, Walter Sparrow (Jim Carrey) transforma a sua vida idílica num inferno de tortura psicológica que poderá levar à sua morte e à daqueles a quem ama.
Atormentado por um misterioso romance que não tem coragem de pôr de lado, “The Number 23”, Walter é forçado a desvendar os segredos do seu passado, de forma a poder continuar a viver com a sua esposa, Agatha (Virginia Madsen).
O romance, oferecido a Walter por Agatha como prenda de anos, relata um inquietante mistério que parece ser um reflexo da vida de Walter, de uma forma obscura e incontrolável. A vida da personagem central do livro, um melancólico detective chamado Fingerling, está recheada de momentos que se parecem com a sua própria história. À medida que o livro parece ganhar vida, Walter fica infectado pela sua parte mais assustadora: a obsessão de Fingerling com os poderes escondidos do número 23.
Esta obsessão atravessa o livro e começa a controlar a vida de Walter. Ele começa a ver o número em toda a parte e convence-se que está condenado a cometer o mesmo crime que Fingerling.
Pesadelos horríveis começam a atormentar Walter, pressagiando um terrível destino para a sua esposa e para um amigo da família, Issac French (Danny Huston), levando-o a uma desesperada busca para compreender os mistérios do livro.
Apenas se desvendar os poderes por detrás do número 23 será capaz de alterar o seu futuro.
Crítica: Este é um filme acerca de uma obsessão, de eventos perturbadores que ocorrem à volta de um número e das suas estranhas coincidências.
Vemos aqui um Jim Carrey sinistro, paranóico, completamente doido, num dos seus melhores papéis provando que se dá bem fora da esfera da comédia. Já o havia provado em Eternal Sunshine of the Spotless Mind e aqui mostra mais ainda a sua versatilidade, comprovada pelas suas mudanças, estando até um Fingerling bastante credível, quase ao estilo dos detectives clássicos da literatura inseridos no mundo moderno.
Virgínia Madsen assenta bem no papel de sua esposa, dando cartas do seu talento, ainda que, tendo um toque demasiado passivo, por vezes, nas suas interpretações. Tal como Carrey, atinge o auge ao interpretar Fabrizia.
Joel Schumacher conduz-nos habilmente por labirintos baseados no número 23, falhando apenas na resolução do mistério por detrás da paranóia de Sparrow, sendo tudo resolvido muito rapidamente, e sem grande transição, perdendo-se um pouco o fio misterioso do resto do filme, estando este assim uns furos abaixo do fantástico Phone Booth, onde tão bem Schumacher nos tinha conduzido e prendido ao enredo.
No entanto, fica a nota: The Number 23, um filme a ver, com Jim Carrey melhor como Fingerling, mas muito capaz enquanto Walter Sparrow a fazer lembrar Joel Barrish do seu drama Eternal Sunshine of the Spotless Mind.
Um apontamento final para um desafio: descobrir o máximo de 23 escondidos no filme…
publicado por FV às 15:46

07
Mai 07
Neon Bible (2007)
 
 

1-Black Mirror
2-Keep the car running

3-Neon Bible

4-Intervention

5-Black wave/Bad vibrations

6-Ocean of noise

7-The Well and the Lightouse

8-(Antichrist Television Blues)

9-Windowsill

10-No cars Go

11-My body is a cage

 

Quando a banda de Montreal lançou Funeral em 2004, os Arcade Fire receberam uma aclamação comercial e critica tão grande, que a maioria das bandas passa a maior parte da sua existência a tentar alcançar. Num ano a banda era cabeça de cartaz de vários festivais e partilhava o palco com nomes tais como os U2, David Bowie e David Byrne, eram sempre acompanhados por um cada vez maior grupo de devotados fãs, alcançando uma apreciação artística que se pode tornar num falso sentido de posse. No seu sucessor, Neon Bible, tem-se a noção de que se está a construir um muro em torno do grupo. Se Funeral foi o beijo de despedida no caixão da juventude, Neon Bible é o travo amargo após um longo dia de trabalho.
 
A faixa de abertura Black Mirror, com a sua sinistra Suffragette City – inspirada pelo ritmo e pelo refrão "Mirror, Mirror on the wall/ Show me where the bombs will fall," marcam o tom usual do mundo que permite que a maioria das “páginas” de Neon Bible sejam consideradas actuais. Como era esperado, estes sentimentos são amplificados por todo o poder majestoso que dividiu os ouvintes desde a ascensão do grupo como Indie Rock, e apesar duma tendência para baladas de tom medieval, visível nos coros e sons eclesiásticos, e algum cinismo após a fama, eles são tudo menos cansativos ou aborrecidos. São as orquestrações triunfantes presentes em No Cars Go e Keep the Car Running, que mais apelam aos fãs de Funeral.
 
Black Wave/Bad Vibrations e The Well and the Lighthouse continuam a exploração da banda por sons estruturados e progressivos, e My Body is a Cage lembra o desespero presente no Rock & Roll clássico.
 
Neon Bible necessita de algum tempo para ser digerido, conseguindo ser tão decadente quanto saboroso mas é impossível negar a visão singular dos Arcade Fire, mesmo quando esta aparenta desvanecer!
 

Alexandra Silva & Filipe Vilhena
publicado por AS às 09:24

Maio 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9

13
15

20
23

27
28
30


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
pesquisar
 
mais sobre mim

AS

FV