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Jun 07

Carry On (2007)

 

 

Lista de Músicas

 

1 No Such Thing

2 Poison Eye

3 Arms Around Your Love

4 Safe and Sound

5 She’ll Never Be Your Man

6 Ghosts

7 Killing Birds

8 Billie Jean

9 Scar on the Sky

10 Your Soul Today

11 Finally Forever

12 Silence the Voices

13 Disappearing Act

14 You Know My Name

15 Today

16 Roads We Choose (UK Only Bonus Track)

 

O primeiro registo a solo de Chris Cornell, Euphoria Morning, foi lançado logo a seguir a Cornell ter abanado os alicerces dos Soundgarden ao cortar definitivamente com o seu som pesado por introduzir na sua música clichés bucólicos de vocalista/compositor. Comercialmente não convenceu mas conduziu-o aos Audioslave, onde ele passou 3 álbuns a lutar contra a marca deixada pelos Rage Against the Machine. Se Euphoria Morning foi o romper com o passado, Carry On é o voltar a ele, o estabelecer uma nova ligação em que Cornell se sente muito mais confortável do que Tom Morello nos seus riffs quase doentios. Desde o inicio do cd que Cornell faz riffs impressionantes que se aproximam com a sonoridade dos Soundgarden, embora não tão pesados e muito menos tortuosos, mas bem mais maduros e identificáveis ao trabalho de Cornell e menos com os Audioslave. Prepara o álbum para aquilo que parece ser uma maturação de Hard Rock fora do comum, mas cedo volta para os “maneirismos” de vocalista/compositor do seu álbum de estreia.

Carry On está repleto de musicas que por vezes parecem “forçadas”, como por exemplo, a cover acústica de Billie Jean, mas quando Cornell se liberta e dá às musicas uma espécie de som de fundo, ele não surge apenas como um excelente performer, como se revela que a sua escrita está melhor e mais apurada, mostrando que a sua carreira atingiu a meia-idade artistica que é bem mais rica e muito apaixonante daquilo que se pode ouvir em Carry On.

publicado por AS às 22:44

Euphoria Morning (1999)

 

 

Lista de Músicas

 

1 Can’t Change Me

2 Flutter Girl

3 Preaching the End of the World

4 Follow My Way

5 When I’m Down

6 Mission

7 Wave Goodbye

8 Moonchild

9 Sweet Euphoria

10 Disappearing One

11 Pillow of Your Bones

12 Steel Rain

 

Com o lançamento de Down on the Upside (1996) tornou-se evidente que os Soundgarden, embora uma banda forte e coesa, já não conseguiam ser o veículo ideal para o vocalista Chris Cornell. Ele parecia estar muito mais confortável em Superunknown (1994), álbum que cortou com as raízes e sonoridade dos Led Zeppelin, permitindo que Chris experimentasse sonoridades mais psicadélicas. Isto aliado à sua participação na banda sonora de Singles (1992), sugeriam que Cornell aspirava ser vocalista e compositor das suas canções, portanto acabou por não ser surpresa nenhuma quando ele decidiu “atar” essas pontas soltas, e criou as bases para o seu primeiro álbum a solo, Euphoria Morning. Aqueles que esperavam uma boa dose de metal em Euphoria Morning saíram visivelmente desapontados, mas em parte era algo que se podia esperar tendo em conta os últimos álbuns dos Soundgarden. Não há dúvidas de que é um álbum Rock, mas é bastante mais polido, orgânico, introspectivo, o que sugere não ser assim tão estranho que Cornell mergulhe nos Blues em When I’m Down ou quando faz lembrar Radiohead em Preaching the End of the World. Foi nesta falta de flexibilidade que Down On the Upside falhou e que torna Euphoria Morning fascinante. Chris Cornell sabia perfeitamente até onde queria ir como artista a solo e conseguiu atingi-lo na perfeição.

É pena que uma grande parte dos fãs dos extintos Soundgarden não tenham gostado deste primeiro registo a solo, porque Euphoria Morning cativa muito facilmente quem o escuta e prova a todos aqueles que não acreditavam nas capacidades de Chris Cornell que ele não é apenas um excelente músico mas também um excelente compositor, ou seja um artista completo!

publicado por AS às 22:41

Out of Exile (2005)

 

 

Lista de Músicas

 

1 Your Time Has Come

2 Out of Exile

3 Be Yourself

4 Doesn't Remind Me

5 Drown Me Slowly

6 Heaven's Dead

7 The Worm

8 Man or Animal?

9 Yesterday to Tomorrow

10 Dandelion

11 #1 Zero

12 The Curse

 

Tendo em conta o que acontece a uma grande parte das grandes bandas da actualidade, que duram pouco mais que um álbum, e principalmente se levarmos em consideração que os Audioslave surgiram da fusão de duas bandas tudo levava a crer que eles eram “apenas” mais uns a quem isto ia acontecer. Esta suspeita tornou-se ainda mais forte quando, no álbum de estreia se tinha a sensação que Chris Cornell escreveu e deu voz às músicas que os Rage Against the Machine compuseram após a saída de Zack de la Rocha, no entanto, todas as dúvidas se dissipam quando, em 2005, lançam o seu 2º álbum, Out of Exile. Contrariamente ao que aconteceu com o seu antecessor, Out of Exile parece ser o resultado duma banda coesa, onde todos os membros contribuem da mesma forma para alcançar uma personalidade distinta, mas unificada. É óbvio que ainda se notam elementos pertencentes às bandas anteriores, mas neste caso, ambas se fundem, caminhando no mesmo sentido. Parte do sucesso de Out of Exile deve-se às canções, onde se nota a grande influência de Cornell, existindo uma aproximação muito grande com tudo o que ele tinha feito anteriormente.

Mesmo os riffs são conduzidos com cuidado e, aos poucos se constroem canções melódicas e com alguma carga dramática, que tem um objectivo e não andam em círculos, como podemos ouvir em faixas como Be Yourself, Drown Me Slowly, Heaven’s Dead ou Dandelion. O que, infelizmente não significa que Out of Exile seja um álbum coeso, porque não o é, isto porque contém uma série de excessos, principalmente da parte de Tom Morello que usa e abusa dos riffs das guitarras, variando demasiado de notas, como se pode ver no início de Your Time as Come, o que se torna cansativo de ouvir. Por isto, podíamos estar perante um álbum melhor que o primeiro, o que acabou por não acontecer.

O que vale é que o seu sucessor, Revelations (2006) viria finalmente trazer o mérito devido a este projecto.

publicado por AS às 22:38

 

Audioslave (2002)

 

 

Lista de Músicas

 

1 Cochise

2 Show Me How to Live

3 Gasoline

4 What You Are

5 Like a Stone

6 Set It Off

7 Shadow on the Sun

8 I Am the Highway

9 Exploder

10 Hypnotize

11 Bring Em Back Alive

12 Light My Way

13 Getaway Car

14 The Last Remaining Light

 

Apesar de subtil, no entanto revelador, que a capa do primeiro e apoteótico álbum dos Audioslave foi da responsabilidade de Storm Thorgerson, o artista por detrás das melhores capas dos álbuns dos Pink Floyd. Thorgerson, juntamente com Roger Dean transformaram e marcaram o look dos anos 70, a era das super bandas, que é precisamente o que os Audioslave eram – uma junção dos Rage Against the Machine sem o Zack de La Rocha, com o vocalista dos Soundgarden, Chris Cornell. Apesar de ambas se terem destacado no universo metal dos anos 90, ambas tiveram percursos e vantagens totalmente diferentes: os Rage Against the Machine eram actuais, modernos, sem quaisquer medos ao criticarem os políticos da altura, através do Hip-Hop que surgia da guitarra de Tom Morello, enquanto que os Soundgarden juntaram a ferocidade do metal dos anos 70 com influências Punk. O facto destas vantagens não encaixarem como se poderia eventualmente estar à espera, não é propriamente uma surpresa isto porque não tem um passado nem um elemento em comum, tirando o facto de terem sido influências em grandes referências do metal. Dos dois lados da “batalha”, quem consegue se tornar mais influente é, sem dúvida, Chris Cornell, conseguindo puxar os meninos dos Rage Against the Machine para um trabalho mais introspectivo. Ocasionalmente, é visível que a banda compôs algumas canções em que se nota que uniram forças, como é o caso do fantástico single de estreia Cochise. Para os fãs de Cornell, foi um alívio ouvi-lo libertar-se, principalmente quando compararmos este álbum com o seu registo a solo, que era muito mais introspectivo, mas este projecto não é, de forma alguma um one-man show.

A formação dos Rage Against the Machine, liderados pelo estilo intricado do guitarrista Tom Morello, encontra a sua oportunidade de brilhar, principalmente porque conseguem entrar em registos totalmente diferentes daqueles que encontramos nos Rage. E, é neste ponto que encontramos a primeira falha dos Audioslave: talvez Morello e os restantes membros dos Rage fossem mais talentosos que os Soundgarden, no entanto nunca conseguiram ser tão majestosos, poderosos ou influentes como as músicas de Cornell exigiam. Enquanto que no seu álbum a solo lhe faltava músculo, aqui encontramos músculo mas sem textura ou cor. Consequentemente muitas das músicas parecem estar no ponto certo para “descolarem” sem nunca conseguirem atingir o seu verdadeiro potencial. Encontramos momentos, com músicas tais como Like a Stone, I am the Highway, Shadow on the Sun ou Exploder, em que os Audioslave parecem coesos, como uma banda deve ser e não como um objecto comercial. Ainda assim, e infelizmente, estes momentos são poucos, tornando-se difícil vermos este álbum como um todo. Resumindo, estamos perante uma excelente ideia, mas nada inspirada!!!

publicado por AS às 22:34

Down on the Upside (1996)

 

 

Lista de Músicas

 

1 Pretty Noose

2 Rhinosaur

3 Zero Chance

4 Dusty

5 Ty Cobb

6 Blow up the Outside World

7 Burden in My Hand

8 Never Named

9 Applebite

10 Never the Machine Forever

11 Tighter & Tighter

12 No Attention

13 Switch Opens

14 Overfloater

15 An Unkind

16 Boot Camp

 

Superunknown foi pioneiro em vários aspectos. Primeiro porque deu a conhecer os Soundgarden a um público completamente diferente, como também revelou que eles próprios tinham uma visão mais apurada, assim como se concentraram em alcançar novos objectivos. Se inicialmente Down on the Upside pode fazer parecer que os Soundgarden voltavam às suas origens, depressa esta ideia desaparece. A sonoridade de Down on the Upside é muito mais imediata, mas a banda não tinha voltado ao monstruoso e desprovido de rumo Louder Than Love. Em vez disso, eles mantiveram a sua estrutura de canções e a sua sonoridade mais psicadélica, sem no entanto, as terem aperaltado com uma produção minuciosa. Consequentemente, Down on the Upside é tanto visceral como cerebral, como se pode ver em Rhinosaur que é uma música menos acessível, mais pesada, enquanto que Pretty Noose é moderna, tipicamente uma faixa de Progressive Rock. Por esta razão, Down on the Upside consegue ser enganador – pode-nos fazer achar que estamos perante mais um álbum de Heavy Metal, mas uma audição mais atenta revela que os Soundgarden ainda não tinham refinado totalmente as suas ambições. Talvez por isso mesmo é que é o último álbum de originais duma das bandas mais influentes do fenómeno Grunge de Seattle!

 

publicado por AS às 22:31

Superunknown (1994)

 

 

Lista de Músicas

 

1 Let Me Drown

2 My Wave

3 Fell on Black Days

4 Mailman

5 Superunknown

6 Head Down

7 Black Hole Sun

8 Spoonman

9 Limo Wreck

10 The Day I Tried to Live

11 Kickstand

12 Fresh Tendrils

13 4th of July

14 Half

15 Like Suicide

 

Em Superunknown encontramos os melhores 70 minutos de sempre dos Soundgarden, indo muito além de tudo o que eles tinham feito anteriormente. Se sempre foi notório que as principais referências dos Soundgarden eram os Led Zepellin e os Black Sabbath, com este álbum conseguiram (finalmente) libertar-se desta colagem. As suas influências Punk raramente são detectadas neste álbum, sendo surpreendente e eficazmente substituídas por influências Pop e psicadélicas. BadMotorFinger já tinha dado o toque inicial de que era necessário “partilhar” o trabalho, não deixando os riffs das guitarras apenas para um elemento, mas o que mais salta à vista em Superunknown é, definitivamente, a voz de Chris Cornell, que surge muito mais sonante, fluindo sobre a banda, sem nunca a abafar. O resto da produção é também impecável, com a banda a conseguir alcançar uma sonoridade tão robusta e coesa que, até mesmo as músicas mais “pesadas” conseguem soar perfeitas. Mas a razão principal pela qual ouvir Superunknown é uma experiência enriquecedora prende-se com, ao abraçarem sons mais psicadélicos fez com que eles rapidamente se tornassem mestres na produção de músicas. Ao experimentar ambientes psicadélicos conseguiram abranger mais sonoridades, e consequentemente mais público, palmilhando o terreno para sons menos “metálicos” e instrumentais, com arranjos mais detalhados e forneceu-lhes a ponte para o Pop, que fez com que a balada Black Hole Sun se tornasse num sucesso estrondoso. Esta capacidade melódica que florescia é evidente em todo o álbum, não apenas pelos hits e pelos temas compostos por Cornell, mas em parte pela contribuição do baterista Matt Cameron, que conseguem ser perfeitamente indistinguíveis, tal não é a consistência com que trabalharam. Foi esta ênfase na escrita de canções que permitiu à banda tirar o máximo partido possível do material que dispunham, sem caírem no exagero ou no devaneio de trabalhos anteriores. A dissonância e as associações ainda estão presentes, mas desta vez não de uma forma tão óbvia, fazendo com que se consiga interpretar uma musica de forma diferente em cada vez que a ouvimos. É por tudo isto que se torna evidente que Superunknown foi editado propositadamente para ser uma obra-prima, capaz de preencher totalmente todos os objectivos e ambições que se teria para ele.

publicado por AS às 22:27

BADMOTORFINGER (1991)

 

 

Lista de Músicas

 

1 Rusty Cage

2 Outshined

3 Slaves & Bulldozers

4 Jesus Christ Pose

5 Face Pollution

6 Somewhere

7 Searching With My Good Eye Closed

8 Room a Thousand Years Wide

9 Mind Riot

10 Drawing Flies

11 Holy Water

12 New Damage

Inspirados pelo sucesso estrondoso com o seu segundo álbum de estúdio, os Soundgarden, repentinamente, desenvolveram um sentido de ofício, que resultou em que Badmotorfinger se distancie bastante do trabalho anterior e se torne no álbum mais bem sucedido até à altura. A produção de Badmotorfinger é melhor e mais ambiciosa, enquanto que a escrita de canções dá um salto quântico em consistência e objectividade.

Ao fazerem isto, a banda conseguiu abolir definitivamente aquele “andar à deriva” que os tinha prejudicado anteriormente, tornando-se num conjunto linear e bem definido que marcou a sua chegada ao grupo das grandes referências do Rock. A sabedoria popular diz que, apesar das vendas terem atingido a platina, Badmotorfinger perdeu algum fulgor porque ficou na sombra de Nevermind e Ten (os três foram lançados na mesma altura). Mas a verdade é que, apesar destes três serem excelentes álbuns, Badmotorfinger, por comparação aos anteriores, é muito menos acessível. Não que não seja melodioso, mas por vezes parece distorcido e nasalado, cheio de riffs dissonantes, com associações temporais quase impossíveis de fazer, e repleto de tonalidades estranhas. É um álbum surpreendentemente cerebral e artístico para uma banda que tinha como principal audiência os fãs do metal, mas ataca com uma precisão exacta. Em parte, isto acontece graças à presença do novo baixista Ben Shepherd, que dá à banda a sua melhor precisão e consistência rítmica e a sua participação nas tarefas de escrita das canções, deram o empurrão que conduziu à saída de Hiro Yamamoto. Mas o que mais se evidencia é que a banda aumentou em grande escala o seu espectro de ambições, e Badmotorfinger, preenche-as, resultando num álbum maduro, confiante e muito bem escrito. É um álbum pesado, criando uma espécie de Hard Rock cheio de sensibilidade intelectual e complexidade na interacção entre os vários membros da banda. E com o seu próximo álbum, os Soundgarden iriam aprender a serem totalmente acessíveis para vários tipos de audiência.

 

publicado por AS às 22:22

Louder Than Love (1990)

 

 

Lista de Músicas

 

1 Ugly Truth

2 Hands All Over

3 Gun

4 Power Trip

5 Get on the Snake

6 Full on Kevin's Mom

7 Loud Love

8 I Awake

9 No Wrong, No Right

10 Uncovered

11 Big Dumb Sex

12 Full On (Reprise)

 

Ao assinarem com uma grande editora, os Soundgarden deram um grande passo em direcção ao mainstream metal com Louder Than Love, que se revela como uma junção, ainda que lenta, de riffs de Sabbath/Zeppelin com o sofrimento e lamento de Chris Cornell. A produção é ainda mais estranha que o habitual, desta vez até em demasia, porque o resto da banda tenta acompanhar e afirmar-se perante a imponência e exagero saídos da guitarra de Kim Thayll; além disso, o álbum parece demasiado à deriva sem se focar num objectivo e sem variedade. Mas Louder Than Love tem momentos interessantíssimos, entre os quais encontramos a viciante Hands All Over, ou Full on Kevin’s Mom, e o estereotipo da estupidez “Macho Metal” em Big Dumb Sex, cuja ironia é, na maioria dos casos, mal interpretada.

Infelizmente, esta é a ironia que falta em mais de metade do álbum. Louder than Love é um álbum que vale a pena ouvir, desde que não se esteja à espera de alguma consistência entre as várias faixas.

publicado por AS às 22:18

UltraMegaOK (1988)

 

 

Lista de Músicas

 

1 Flower

2 All Your Lies

3 665

4 Beyond the Wheel

5 667

6 Mood for Trouble

7 Circle of Power

8 He Didn't

9 Smokestack Lightning

10 Nazi Driver

11 Head Injury

12 Incessant Mace

13 One Minute of Silence

 

A melhor forma de descrever a primeira sonoridade dos Soundgarden, revelado em UltraMegaOK, é um som negro, por vezes incómodo que simultaneamente consegue subverter como prestar homenagem ao Heavy Metal. Por vezes, a banda e a sua semelhança às bandas de topo do Hard Rock da década de 70 parecem ridículas, como se pode ver na voz ridícula de Hiro Yamamoto em Circle of Power, ou na cover do original de John Lennon, One Minute of Silence; algumas faixas como a cover de Smokestack Lightning, caem na patetice do Metal. Mas os melhores momentos resultam de brilhantes fusões de classic metal, punk rock e rock psicadélico muito graças à variedade sonora proporcionada pelas guitarras, a fazer lembrar os Green River e os The Melvins. Mas a grande diferença era que os Soundgarden eram melhores compositores, e a sua ligação aos riffs passavam bastante poder para as suas músicas. Infelizmente, o álbum como um todo não consegue convencer totalmente, mas se o retirarmos do contexto em que foi editado, percebemos o porquê dos Soundgarden terem um impacto tão grande no aparecimento do fenómeno Grunge. Pode não ser tão consistente nem tão complexo quanto os últimos álbuns dos Soundgarden, mas UltraMega OK é facilmente o melhor registo dos primórdios do Grunge, da fase pré-Nirvana.

publicado por AS às 22:13

Álbuns a solo

     Euphoria Morning (1999)                                         Carry On (2007)

           

 

Soundgarden


  ULTRAMEGAOK (1988)                                        Louder Than Love (1990)
                


    BADMOTORFINGER (1991)                                   Superunknown (1994)
                

Down on the Upside (1996)


Audioslave

              Audioslave (2002)                                         Out of Exile (2005)
               

             Revelations (2006)


Outros Projectos

       Temple of the Dog

publicado por AS às 21:56

Biografia



Inicialmente tornou-se conhecido como vocalista e líder da banda de Seattle Soundgarden, no entanto Chris Cornell iniciou uma carreira a solo de sucesso após o término dos Soundgarden, em 1997. Nascido em Seattle, a 20 de Julho de 1964, a sua carreira musical só começou a ter forma durante a sua adolescência, onde tocou bateria em bandas que misturavam punk/new wave e metal, fazendo covers dos The Police ou dos AC/DC. Apesar de ter passado a maior parte da sua adolescência afastado e timido, a música Rock ajudou Cornell a conseguir aproximar-se e dar-se mais com os outros. Após abandonar o secundário e trabalhar como cozinheiro, Cornell formou uma banda, na segunda metade dos anos 80 que, depois de algumas alterações, iria se tornar os majestosos e importantes Soundgarden. Foi então que se tornou vocalista e na formação da banda estavam o seu amigo Hiro Yamamoto no baixo, Kim Thayl na guitarra e Matt Cameron na bateria.

A par com os The Melvins, os Soundgarden foram uma das primeiras bandas rock a acalmar a energia juvenil, tornando-a numa espécie de culto parecido com o dos Black Sabbath. Inicialmente tiveram algumas gravações em editoras independentes, como foi o caso dos EPs Screaming Life e Fopp ou o álbum Ultramega OK, os Soundgarden foram uma das primeiras bandas de Seattle a assinar como uma grande editora, a A&M, que editou Louder Than Love em 1989. Após este lançamento, Yamamoto deixa a banda, sendo substituido pelo Ex-Nirvana Jason Everman, e posteriormente juntou-se Ben Shepherd à banda. Com o quinteto finalmente alinhado, os Soundgarden cedo se tornaram uma das bandas rock mais populares e influentes, graças à força de álbums como os BadMotorFinger, Superunknown e Down On the Upside.

Em cada álbum, nota-se que a forma de cantar de Cornell melhorava, deixando com o tempo de serem uns “berros” de Heavy Metal, dos primeiros trabalhos da banda, caminhando para um estilo mais fluído e audível de cantar. Cornell também mostrou grande talento para a escrita das canções, de tal forma que lê-las sem ouvir a música não faz sentido, elas fazem-nos ver todo o tipo de imagens, quando Cornell junta a música que toca com as letras que escreve.

Para além de todos os talentos que Cornell mostrou com os Soundgarden, ele organizou um tributo a Andrew Wood, vocalista dos Mother Love Bone, no início dos anos 90, através do projecto Temple of the Dog, que mais tarde acabaram. O primeiro lançamento oficial duma composição de Cornell a solo foi a música Seasons, que fazia parte da banda sonora de Singles. Após os Soundgarden terem acabado em Abril de 1997, Cornell começou a trabalhar no seu álbum a solo tendo colaborado com ele os seus amigos da banda Eleven.

Em 1999 é finalmente lançado Euphoria Morning, que desde logo revelava um corte com a sonoridade dos Soundgarden, por encaixar mais no conceito de vocalista\compositor, ao se focar muito na voz e letras de Cornell, do que nos riffs de guitarras. Pouco depois do lançamento, Cornell iniciou a sua primeira digressão a solo, com músicas de todas as fases da sua carreira. Em 2000, foi feito um remix da faixa Mission, re-intitulada Mission 2000 que foi incluída na banda sonora de Missão Impossível 2. Aparentemente, Cornell ia fazer uma paragem na sua carreira, visto que a sua mulher tinha dado à luz o primeiro filho do casal, em Junho desse ano, mas no final de 2000, ele viu-se envolvido num projecto que seria uma colaboração tipicamente Hard Rock.

Os Rage Against the Machine decidiram não acabar quando o seu vocalista Zack de la Rocha abandonou a banda no Inverno desse ano, mas preferiram encontrar um novo vocalista e, consequentemente, darem um novo nome à banda. Cornell aceitou o convite para cantar algumas canções, e pouco depois juntou forças com a antiga formação dos Rage Against the Machine, debaixo do nome Audioslave. Produzido por Rick Rubin, o álbum homónimo chegou às lojas em Novembro de 2002, tornando-se multi-platina. O seu sucessor, Out of Exile chegou em 2005, e na semana de “estreia” atingiu o número 1 nos Tops Billboard e foi sucedido pelo platinado Revelations em 2006. Cornell abandonou a banda nesse ano, alegando diferenças irreconciliáveis e começou a trabalhar no seu segundo álbum a solo, Carry On, que chega ao público em 2007, e revela-se como um álbum autobiográfico, onde podemos encontrar uma cover do clássico de Michael Jackson, Billie Jean e You Know My Name, que fez parte da banda sonora do último Bond – Casino Royale.

Discografia Completa a solo e de todos os projectos em que participou
publicado por AS às 20:24

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