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Mai 07

Sinopse: Amor e sexo. Alguns andam à procura, outros precisam. Uns rejeitam, outros compram. Mas estamos todos envolvidos. A única coisa que realmente nos une é a nossa tentativa de nos ligarmos uns aos outros. Seja emocional, física, subliminar ou sexualmente, como seres humanos precisamos de contactar uns com os outros. Mas quais são as regras? Como sabemos que alguém gosta ou está apaixonado por nós? Como é que decidimos ligar-nos a uma pessoa, por um momento ou para a vida inteira? A palavra mais usada quando estas questões são discutidas é “amor”. Segundo alguns grandes pensadores, o amor é uma noção inatingível, movida mais pela necessidade que pela realidade, enquanto que para outros é a única coisa que torna a vida remotamente apetecível e sem a qual seria intolerável. Passado durante uma tarde, no Parque de Hampstead Heath, em torno das existências de sete casais, «Cenas de Natureza Sexual» mostra como é que tentamos encontrá-lo e como é que nos comportamos, perante o amor, o desejo… e todas as complicações que esses sentimentos nos trazem!
Crítica: Vivemos num mundo cinematográfico, passado no plano blockbuster e na guerra pela comercialização e audiência, o que nem sempre, ou muito raramente, atrevo-me a dizer, é bom para o cinema. Perde o cinema, perdem os espectadores.
Vanglorie-se então esta lufada de ar fresco proveniente de Inglaterra. Um filme independente concretizado contra todas as probabilidades e com muito pouco dinheiro, este é mais um caso exemplar de sucesso inesperado, tendo sido considerado pela Screen International como o lançamento de distribuição própria mais bem sucedido na Grã-Bretanha.
Em seis semanas, esta equipa conseguiu reunir o dinheiro necessário, um elenco de primeiro nível, e rodar os 90 minutos que dura a película. Um argumento capaz e a criatividade e engenho dos seus criadores fizeram o resto.
E assim se construiu um filme simples, que aborda de forma simples e real, sem esforços e artifícios, um retrato recheado de circunstâncias perfeitamente triviais sobre relações, sejam elas quais forem. Encontramos um casal homossexual, Ewan McGregor e Douglas Hodge, um casal recém-divorciado, Adrian Lester e Catherine Tate, um casal de idosos revivendo o passado, Eileen Atkins e Benjamin Whithrow, um casal no seu 1º encontro, Hugh Bonneville e Gina McKee, e um casal em apuros devido a uma jovem francesa, Andrew Lincoln e Holly Aird, bem como muitos outros que se cruzam nesta paleta de relações.
Um filme fluído, sem rodeios nem devaneios, escrito de forma simples e directa, como poucos há no cinema. Uma boa surpresa, um filme a ver. Diversas histórias… todos nós nos revemos em alguma…

publicado por FV às 11:14

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