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Set 07

 

Sinopse:
Apaixonado, o jovem Tristan Thorn (Charlie Cox) faz uma promessa à rapariga mais bela da aldeia (Sienna Miller), cujo coração ele sonha conquistar: compromete-se a trazer-lhe uma Estrela Cadente, tendo para isso, que cruzar os muros proibidos e entrar num misterioso Reino repleto de magia e de inúmeras lendas...
Neste mundo fantástico conhecido como Stormhold, Tristan apercebe-se que a Estrela Cadente é afinal uma bela jovem (Claire Danes), que se vê perseguida pelos seus incríveis poderes também cobiçados pelos filhos cruéis do Rei (Peter O’Toole) e uma Bruxa (Michelle Pfeiffer) sinistra e desesperada por deitar as mãos aos poderes que lhe concederão a tão desejada juventude e beleza eterna.
Decidido a proteger a Estrela , Tristan, enfrenta incríveis aventuras e fascinantes personagens, como o Capitão Shakespeare (Robert De Niro), que os mantém reféns no seu Galeão.
É nesta fantástica viagem que Tristan irá descobrir algo verdadeiramente importante… a chave secreta da sua identidade e um destino bem mais surpreendente que o mais louco dos seus sonhos…

 

Crítica:

 

Stardust inicia o seu mundo, a sua filosofia, com uma frase, dita numa voz bem conhecida – Sir Ian McKellen, o Narrador. “Somos humanos porque olhamos as estrelas ou olhamos as estrelas porque somos humanos?”

Matthew Vaughn cria, à volta dessa premissa e da história criada por Neil Gaiman, um mundo de fantasia, repleto de aventuras, bruxas, piratas, amor, traição…

Desde a chegada e imenso sucesso da saga O Senhor dos Anéis, que vemos cada vez mais adaptações cinematográficas de livros, e de fantasia… Tivemos Harry Potter, Crónicas de Narnia, Eragon, O Labirinto do Fauno… em breve chegam As Crónicas de Spiderwick, Mimzy,Beowulf,  A bússola Dourada…e agora temos Stardust. 

Então, o que diferencia este filme? O que faz com que não seja “mais um”?

Dentro do género high-fantasy, onde Tolkien foi rei – e atenção ao “nosso” Filipe Faria – cada vez mais há quem procure o sucesso e a aceitação nesse mundo. Temos Philip Pullman, que estreia ainda este ano A Bússola Dourada, o primeiro da sua trilogia His Dark Materials… temos Robert Zemeckis de regresso com Beowulf

Então, onde ganhou Neil Gaiman?

A meu ver, no casting… Stardust, para além da história cativante e impressionante (fugindo aos clichés da high-fantasy), apresenta um leque de actores bastante reconhecidos do público, onde alguns “se dão ao luxo” de participar não mais de cinco minutos e no entanto terem papéis relevantes e importantes no desenrolar da história – Peter O’Toole e Rupert Everett por exemplo.

Para além disso, temos um “semi-estreante” Charlie Cox, num papel que requeria alguém com personalidade forte, alguém que soubesse ser timido, mas ao mesmo tempo decidido… e Charlie ganhou esse desafio. Com o seu ar de adolescente, consegue levar-nos a sentir pena da sua ingenuidade, para de seguida mostrar toda a sua força e bravura – bem como o seu carinho…

Por outro lado, temos Claire Danes num papel onde se destaca ainda mais do que na sua Julieta… apresentando-se como uma estrela cadente digna do nome, mas no sentido inverso… cada vez com mais cuidado a escolher os papéis, pode dizer-se que está em ascenção…

E por fim, temos Sienna Miller, num papel discreto, mas bem conseguido, assim como o grande mentor da série The Office, Ricky Gervais… e de facto, os “carregadores” do filme são os, cada vez mais estrelas, Michelle Pfeiffer e Robert De Niro. Como se restassem dúvidas, Pfeiffer e De Niro, dissipam-nas todas, dando mais uma de muitas interpretações fabulosas das suas longas carreiras.

A primeira, apresenta uma bruxa ao melhor estilo das bruxas más… não descurando uma parte bastante cómica e sensual, que prova que de facto a idade parece não passar por si, sendo alvo de inveja de muitos…

Quanto a segundo, vemo-lo como nunca pensamos ver… um pirata forte, corajoso, com enorme reputação de terrível – como qualquer bom capitão pirata – mas com um segredo (ou não tanto…), que poderá descridibilizar qualquer um, e que de facto prova todo o talento e versatilidade de De Niro, e de onde saiem os maiores gags cómicos de todo o filme…

Por tudo isto e por muito mais que só é passivel de se sentir no cinema, na visualização desta excelente película, Stardust não é a típica fantasia… é um filme com coração, com paixão, com aventura, diversão e muito humor à mistura.

Resumindo, Stardust dá outra visão aos clássicos da high-fantasy

publicado por FV às 12:13

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