01
Fev 12

 

Sinopse: Após o sucesso do primeiro filme Sherlock Holmes (2009) Guy Ritchie volta a pegar no detective mais famoso do mundo (Robert Downey Jr.), desta vez na companhia do seu arqui-inimigo, o Professor Moriarty (Jarred Harris), e fez uma adaptação duma das histórias mais marcantes de Arthur Conan Doyle: O Problema Final.

O enredo começa quando o Príncipe da Áustria é encontrado morto. Tudo apontava para suicídio, no entanto, Holmes acredita na tese de assassinato e que este crime é apenas uma peça dum plano maquiavélico montado por Moriarty.

Por seu lado, Watson (Jude Law) está para casar, e durante a sua despedida de solteiro, Holmes e o seu irmão Mycroft (Stephen Fry) conhecem a cigana Simza (Noomi Rapace), que Sherlock percebe que Moriarty mandou alguém para a tentar matar.

 

Critica: Pegar nesta história, que tanto marcou os fãs de Sherlock Holmes era, na minha opinião, uma responsabilidade acrescida que Guy Ritchie tinha ao fazer esta sequela. Por isso, não me surpreende que o realizador tenha optado por um caminho mais seguro.

Partindo duma premissa brilhante, a história tinha tudo para ser um sucesso. No entanto, e conforme já tinha achado no primeiro filme, a falta de química entre Sherlock Holmes e Irene Adler (Rachel MacAdams) acabou por ser determinante no destino dado a Irene, que, na minha opinião, não fez sentido nenhum. Além disso, uma personagem tão pragmática e desafiante como Moriarty merecia um actor com mais carisma e, não é que eu ache que Jarred Harris tenha feito um mau papel, apenas que lhe faltou algo para que a sua personagem fosse suficientemente marcante como era exigido.

Por seu lado, Stephen Fry como Mycroft está simplesmente soberbo. Outro dos aspectos positivos é sem dúvida a interpretação de Noomi Rapace como a cigana Simza que vem trazer um elemento novo e diferente a toda a história, principalmente tendo em conta que foi o seu primeiro papel falado em inglês.

No primeiro filme, e é algo que é relativamente comum nos filmes de Guy Ritchie são os planos “Slow Motion”, que neste A Game of Shadows foram usados em demasia, tornando, em alguns momentos, o filme cansativo.

Por tudo isto, este A Game of Shadows fica atrás do seu antecessor, não porque seja um mau filme, mas é mais do mesmo, visto que Guy Ritchie acabou por fazer de Holmes um herói de acção, e não aquele personagem cerebral e dedutivo que tanto nos fascinou!

publicado por AS às 19:19

27
Jan 12

 

Com o grande sucesso de Stieg Larsson e a sua trilogia Millenium, a literatura policial sueca ganhou nova força e novo hype.

Com Stieg Larsson, "renasceram" autores como Henning Mankell e surgiram novos e promissores autores vindos do frio como Camilla Läckberg, Lars Kepler, Mons Kallentoft, entre outros.

O policial também ganhou nova vida com novo destaque nas bancas, o que muito me agrada. Assim como, esta vaga de livros nórdicos, permitiu apresentar uma nova sociedade ao mundo, uma sociedade que, da minha própria percepção é bem menos pacata e evoluída que o que pudesse parecer, não querendo aqui ofender ninguém.

Simplesmente, a imagem que tinha do mundo nórdico era uma sociedade sofisticada, forte tecnologicamente e talvez até um pouco à frente do restante mundo ocidental - muito também devido à força d empresas/marcas como a Nokia, IKEA, Ericsson, Volvo, etc...

No entanto, dos livros que tive para já oportunidade de ler e conhecer (bem como da vaga de filmes adaptados desses mesmos livros, ou séries dinamarquesas, suecas, finlandesas que também surgem na ordem do dia - The Killing por exemplo), a sociedade que nos é apresentada é uma sociedade cruel, distorcida, de certa forma um pouco retrógrada até, em especial no tratamento às mulheres...

Isto no entanto, de certa forma deixa-me um pouco alarmado que alguns dos eventos descritos, possam ser efectivamente reais do dia-a-dia daquela e de tantas outras sociedades...

 

Mas prometemos em breve aprofundar mais esta ideia, também com algumas análises e opiniões aos livros, filmes e toda a parafernália sueca - nórdica para ser mais preciso -  que nos entra hoje em dia pela casa.

publicado por FV às 17:11

19
Jan 12

 

 

Da minha infância fazem parte muitos desenhos animados, muitos deles baseados em Bandas Desenhadas. Um deles tinha acabado por ficar um pouco esquecido nas minhas memórias até que na semana passada, decidi aproveitar uma promoção, e adquiri alguns volumes da colecção.

Falo de Blake & Mortimer, criados pelo belga Edgar P. Jacobs e cuja primeira aparição remonta a 1946, na revista Tintim.

Estas aventuras contam-nos as viagens e aventuras dos amigos Philip Mortimer, um brilhante cientista inglês, e o seu amigo Francis Blake, capitão no MI5 (Parte dos Serviços de Segurança Britânicos). Como em qualquer história, todos os heróis tem o seu vilão, que neste caso é o Coronel Olrik, um mestre e explorador de actividades criminosas.

Mortimer é considerado o personagem principal, aparecendo em alguns volumes sozinho, muito graças ao seu carácter impulsivo, envolvendo-se em várias aventuras. Por outro lado, Blake é o lado responsável, racional, o típico militar que, em variadíssimas situações, como se diz em inglês “saves the day”. Em compensação, o vilão Olrik combina um pouco das características de ambos, tornando-se um inimigo “duro de roer”.

As aventuras são muito interessantes, tendo muitos elementos científicos e de espionagem, alguns deles até bastante avançados para a época em que foram descritos. A narrativa passa-se entre 1950 e 1970, contendo alguns elementos políticos contemporâneos às histórias. Mesmo depois da morte de Jacobs, os vários autores que deram vida às personagens mantiveram-se fiéis ao trabalho anterior.

Pessoalmente estou a gostar bastante das histórias que tenho lido, e posteriormente hei-de falar delas aqui. Por enquanto, deixo-vos a lista total desta série que espero que, se não conhecerem, ao pegar nela, gostem tanto quanto eu tenho estado a gostar!

  • O Segredo do Espadão - Tomo 1, de Edgar P. Jacobs
  • O Segredo do Espadão - Tomo 2, de Edgar P. Jacobs
  • O Segredo do Espadão - Tomo 3, de Edgar P. Jacobs
  • O Mistério da Grande Pirâmide - Tomo 1, de Edgar P. Jacobs
  • O Mistério da Grande Pirâmide - Tomo 2, de Edgar P. Jacobs
  • A Marca Amarela de Edgar P. Jacobs
  • O Enigma da Atlântida de Edgar P. Jacobs
  • S.O.S. Meteoros de Edgar P. Jacobs
  • A Armadilha Diabólica de Edgar P. Jacobs
  • O Caso do Colar de Edgar P. Jacobs
  • As Três Fórmulas do Professor Sato - Tomo 1, de Edgar P. Jacobs
  • As Três Fórmulas do Professor Sato - Tomo 2, de Edgar P. Jacobs & Bob de MOOR
  • O Caso Francis Blake de Ted BENOIT & Jean VAN HAMME
  • A Maquinação Voronov de André JUILLARD & Yves SENTE
  • O Estranho Encontro de Jean Van Hamme & Ted Benoit
  • Os Sarcófagos do 6.º Continente - Tomo 1, de Yves Sente & André Juillard
  • Os Sarcófagos do 6.º Continente - Tomo 2, de Yves Sente & André Juillard
  • O Santuário de Gondwana - de Yves Sente & André Juillard
  • A Maldição dos Trinta Denários - Tomo 1, de René Sterne, Chantal de Spiegeleer & Jean Van Hamme
  • A Maldição dos Trinta Denários - Tomo 2, de Jean Van Hamme & Antoine Aubin
publicado por AS às 19:45

16
Fev 11

 

Sinopse

Thad Beaumont, o autor best-seller de três livros de terror, adorava poder dizer que não tem nada que ver com o horror de uma série de assassínios monstruosos. Mas não pode. Foi ele que o criou.

 

Crítica

Este é um livro, que embora tenha sido editado em 1989, apenas me chegou em 2010, graças à edição da Bertrand. Stephen King sempre foi um autor que gostei e que me interessou bastante, embora também considere que por vezes fica um pouco aquém do que pode fazer. Mas, este não é o caso. Claramente, A Metade Sombria é dos melhores livros que já li do autor - e tenho pena de não ter ainda visto a adaptação cinematográfica ( de 1993, por George A. Romero), que se for fiel trará alguns arrepios...

Mas, passando à análise da obra, posso dizer que King mais uma vez está "em casa", abordando o tema da escrita, escritores e seus pseudónimos.

Thad Beaumont, o personagem principal era um escritor que agradava à crítica mas não ao público, então decide criar um pseudónimo George Stark, que, rapidamente ultrapassa o seu criador em êxito e vendas. Até que, numa acção promocional Thad decide "matar" George e começar um universo de terror, sem que se aperceba...

A relação Thad/George é algo que King explora de forma fenomenal, deixando-nos ansiosos a cada linha pelo próximo confronto... a relação de Thad com Liz é algo que também nos vai deixando cada vez mais tensos à medida que a história se desenrola, levando-nos mesmo a suspeitar/duvidar se Thad será inocente ou culpado pelo pesadelo em que se encontra.

A parte "Hitchcockiana", muito bem explorada por King, torna todo o livro, e o final em algo imensamente aterrador e que nos deixa colados às últimas páginas até quase termos que desviar o olhar e acender todas as luzes, espreitar lá pra fora e garantir que tudo está bem...

Claramente, este é um livro onde King merece o "cognome" que adquiriu de mestre do Terror.

Da minha parte, um livro a recomendar a quem gostar do género, ou siplesmente quiser passar uns momentos assustadores.

publicado por FV às 16:37

08
Fev 11

 

Sinopse

Arthur (Conan Doyle) e George (Edalji) cresceram em mundos completamente diferentes e a vários quilómetros de distância um do outro, na Grã-Bretanha do final do sécúlo XIX. O primeiro é médico e tornou-se mundialmente conhecido por ser o criador do célebre Sherlock Holmes. Arthur torna-se escritor e um dos mais famosos homens do seu tempo, enquanto George, solicitador em Birmingham, permanece na obscuridade. Mas com o despontar do novo século, as suas vidas cruzam-se devido a uma sequência de acontecimentos reais que ficaram conhecidos como "Os Ultrajes de Great Wyrley".

O segundo, George Edalji quer apenas ser muito inglês e acredita na lei; contudo, a sua ascendência pársi é um entrave às suas aspirações e colocá-lo-á a braços com a justiça. Por seu lado, Arthur é um homem moderno para a sua época, mas os seus ideais de cavalheirismo e dever empurram-no para um insolúvel dilema moral: ama profundamente Jean, mas existe Touie, a sua mulher, a quem encara com afecto e respeito. É então, após dez anos a viver esta mentira, que Arthur descobre a história de George. O óbvio erro judiciário galvaniza-o. Uma vez que o público o identifica com Sherlock Holmes, ele vai actuar como a sua criação, limpar o nome do inocente e desmascarar o culpado. A uni-los está o facto de ambos serem vítimas dos sistemas que mais admiram: a lei e o cavalheirismo, e juntos serão capazes de redimir as suas vidas destroçadas pela falta de esperança e frustração.

 

Critica

Começo por dizer que nunca tinha lido nada sobre este autor, e que comprei o livro por curiosidade, visto que sempre gostei muito do trabalho de Conan Doyle, principalmente tendo em conta que este é um relato acerca de acontecimentos reais.

Este livro é um verdadeiro trabalho de investigação acerca dos dois personagens principais, desde a sua infância até às suas mortes. De um lado temos Conan Doyle, escocês, com ascendência Irlandesa, e, embora não viesse de uma família que se pudesse considerar abastada, teve a possibilidade de frequentar boas escolas e acabou por estudar medicina na Universidade de Edimburgo.

Por seu lado, George Edalji, inglês, embora de ascendência Parsi pela parte do pai, sempre viveu no presbitério, onde o seu pai era pastor, conseguiu estudar direito e acabou por se tornar solicitador em Birmingham.

Em circunstâncias normais, a vida destas duas pessoas nunca se teriam cruzado, até ao dia em que George é acusado de um crime gravíssimo, pelo qual passou uns anos na prisão injustamente.

Conan Doyle, um dos homens mais famosos do seu tempo, ao tomar conhecimento da enorme injustiça da qual George foi alvo, decide ajuda-lo.

O aspecto que achei mais interessante é que, este livro, embora seja um estudo exaustivo, nunca o achei entediante ou enfadonho. Notei de facto que Julian Barnes teve muito cuidado ao retratar a vida de cada um dos personagens, respeitando sempre a ordem cronológica dos eventos.

Para mim, este livro acabou por ser uma biografia interessantíssima de Conan Doyle, dando-nos a conhecer vários dilemas morais com que foi confrontado durante a sua vida, e, por ter sido uma pessoa que tanto lutou por tudo aquilo em que acreditava, tornou-se um dos homens mais influentes da sua geração!

publicado por AS às 18:24

11
Mar 10

 

 

 

Alinhamento:

 

1.     Death

2.     To Lose My Life

3.     A Place to Hide

4.     Fifty on Our Foreheads

5.     Unfinished Business

6.     E.S.T.

7.     From the Stars

8.     Farewell to the Fairground

9.     Nothing to Give

10.  The Price of Love

 

Os White Lies, um trio britânico cujas influências são nomes como os Joy Division, The Teardrop Explodes ou Echo & the Bunnymen, foram umas das revelações do ano que passou. O seu álbum de estreia To Lose My Life, produzido por Ed Buller (Pulp, Suede) e Max Dingel (the Killers, Glasvegas), foi uma surpresa agradável. Embora, como se pode ver no alinhamento e depois de ouvirmos as musicas, o tema da morte esteja presente. Aliás, o próprio vocalista/guitarrista Harry McVeigh declarou: Everything has got to be love or death.  E porque não ter ambos? É sobre esta premissa que surge este álbum.

Lembro-me da primeira vez que ouvi na Rádio To Lose my Life, e do refrão "Let's grow old together and die at the same time” não me ter saído da cabeça. O álbum parece uma dissertação sobre amor e morte e tudo o que ambos envolvem: “If you tell me to jump then I'll die“ da E.S.T, ou “As you said goodbye, I almost died” de Nothing to Give. O que de facto torna o álbum interessante é que não é deprimente, toda a problemática da morte e da separação que a mesma envolve parece envolta num lado positivo, de esperança e até mesmo de continuidade. Exemplo disso é Unfinished Business, que, sem duvida é o melhor momento de To Lose My Life. A partir desta faixa, o álbum decai um bocadinho, tentando recuperar um pouco do fulgor inicial em Farewell to the Fairground, mas sem sucesso.

De qualquer das formas, fica aqui uma banda para acompanhar e seguir de perto, porque este, To Lose my Life, não sendo um portento, é um registo bastante interessante, e até se torna libertador quando somos confrontados com a morte de alguém próximo.

 

publicado por AS às 19:20

15
Jan 10

Apesar da paragem nos Velvet Revolver, devido à saída do vocalista, Scott Weilland, nem assim, Slash aceita regressar à banda que o tornou conhecido.

Veja porquê: http://musicaonline.sapo.pt/news/4036/Slash_recusou_100_milhoes_para_voltar_aos_Guns_N_Roses

publicado por AS às 09:27

14
Jan 10

 

 

Sinopse: Numa nova abordagem ao mais famoso personagem de Arthur Conan Doyle, "Sherlock Holmes", o detective e o seu leal parceiro Watson, encontram o seu último desafio. Revelando habilidades de luta tão letais quanto o seu lendário intelecto, Holmes vai lutar como nunca para derrubar um novo inimigo e desvendar uma conspiração mortal que pode destruir o país.

 

Critica: Guy Ritchie é um realizador que dispensa apresentações. E quem me conhece, sabe o gosto e conhecimento vasto que tenho acerca de Conan Doyle e da sua obra, principalmente ao que a Sherlock Holmes diz respeito. Por tudo isto, as expectativas em relação a este filme se tornaram grandes. E posso dizer que o filme não me desiludiu. Antes pelo contrário, tornou-se uma agradável surpresa, ao que para isso contribuiu muito a dupla que foi escolhida para os papéis principais. Se o objectivo de Guy Ritchie ao fazer esta adaptação, foi dar um novo rumo, mostrar um Holmes mais “moderno”, então este filme resulta na perfeição, e para isso muito contribui a escolha de Robert Downey Jr para o papel de Sherlock. Downey Jr tem tudo o que é preciso para desempenhar o papel: a capacidade dedutiva, a eloquência e a racionalidade, sem faltar o lado sarcástico, irónico e inteligente que tanto caracterizavam o personagem. A juntar a esta interpretação, não podemos deixar de mencionar Jude Law, que finalmente consegue dar a Watson um lado muito racional, mostrar alguém que agia por vontade própria, mas que está dividido entre as responsabilidades que o seu casamento trará e a sede de aventuras que encontra quando está com Holmes. Este Watson acaba por funcionar como uma espécie de músculo da equipa. Mark Strong, como o vilão Lord Blackwood, que consegue lançar o pânico na sociedade daquele tempo.

 

O único ponto negativo, ou melhor, não tão bom do filme, é a relação entre Holmes e Irene Adler, desempenhado por Rachel McAdams. Irene, que segundo as obras de Conan Doyle, foi a única mulher que, devido à sua personalidade vincada e irreverente, conseguiu enganar Holmes, provocando no mesmo uma admiração que nos deixa na dúvida se Holmes não se tinha mesmo apaixonado por ela. Downey Jr e Rachel McAdams até parecem ter química juntos, mas a relação deles não é tão explosiva como seria de esperar.

 
Quem estiver à espera de um clássico, digno dos episódios da Granada TV, interpretados por Jeremy Brett, corre o risco de sair desiludido deste filme. O melhor mesmo é não criar expectativas e deixar que o filme fale por si, deixando-nos surpreender e ansiar pelo próximo!
publicado por AS às 17:00

05
Ago 09
Sinopse: Perante a diversidade actual dos modelos familiares, fará sentido continuar a falar da importância da família? Os valores que cimentaram a História de uma geração devem ser esquecidos ou, pelo contrário, transmitidos aos mais novos? A fragmentação de muitos casais pelo processo de divórcio conduz sempre a um corte emocional com a família alargada, ou pode proporcionar uma reflexão sobre a continuidade dos elos significativos através das diversas gerações?
Qual o papel dos avós: transmissores de afectos sem regras ou, pelo contrário, a garantia de continuidade da família? Como se pode educar nos tempos de hoje, em que alguns reclamam mais autoridade e outros parecem recear a palavra?
Há alguns anos que leio os livros de Daniel Sampaio, mas este “A Razão dos Avós” foi dos que maior curiosidade me despertou, talvez causada pelo facto de eu nunca ter conhecido os meus avós, e por isso, ter perdido o contacto com esta figura tão importante no seio da família.
O autor usou um pouco das suas memórias, tentando pegar no exemplo de vida que era a sua avó, mostrando a influência que esta teve no desenvolvimento do seio familiar. Mas, mais do que um relato familiar, A Razão dos Avós é, acima de tudo, uma reflexão sobre a mentalidade dos nossos tempos.
Aliás, neste aspecto os autores (Daniel Sampaio e Eulália Barros) comentam a forma como os valores passam de geração para geração, e o descrédito que por vezes é dado aos mais velhos faz com que esta passagem se perca.
O que se torna mais curioso verificar é que muitas das experiências vividas por Daniel Sampaio batem certo com as nossas experiências familiares, mesmo havendo uma diferença tão grande entre ambas. Aliás, poucos dos que lêem este livro podem dizer que tem um irmão que foi Presidente da República ou um pai que foi Director Geral e um dos fundadores da Direcção Geral da Saúde, entre muitos outros antepassados que desempenharam papéis importantes a nível político e social. Mesmo assim damos por nós a constatar que este ou aquele conceito, esta ou aquela experiência, fazem todo o sentido, porque nos conseguimos identificar com situações de alguma forma semelhantes ou que foram vividas por outros antes de nós.  
Num breve resumo, aqui fica uma citação a reter: “Pais e avós querem-se imperfeitos, tentando fazer o melhor possível, mas nunca com o objectivo de serem os melhores de todos. Esse deve ser o caminho a seguir.”
O ensaio terá, como é óbvio, leituras diferentes consoante seja lido por avós, por pais e até mesmo por filhos. E, em cada um, consoante a respectiva experiência de vida, julgo que contém muitas e variadas pistas para que os seus leitores dele retirem conclusões com interesse para a “organização” da forma como vêem as suas famílias. E, a mim, de facto, fez-me ter ainda mais pena de não poder contar experiências passadas com os meus avós. No entanto, hoje constato a passagem dos meus pais para avós e todas as mudanças de comportamento que tem para estarem com as netas!
publicado por AS às 23:00

24
Mai 09

 

Hoje marcam-se os 150 anos do nascimento de Sir Arthur Conan Doyle, cujo legado literário se tornou um fardo demasiado pesado de carregar. Com a necessidade de ganhar dinheiro para poder tirar o seu curso de medicina, criou um personagem que ainda hoje é idolatrado em todo o mundo. Sherlock Holmes, o melhor detective do mundo, com os métodos de dedução que deixavam os inspectores da Scotland Yard e o seu companheiro, Dr. John Watson estupefactos, conduzindo os casos a desfechos nada previsiveis.

 

Aqui fica a minha homenagem ao autor ao seu personagem.

 

Fonte: http://livros.sapo.pt/noticias/artigo/3453.html

 

Many Faces of Sherlock Holmes relatado por Christopher Lee, um dos muitos escolhidos para personificar o detective londrino:

www.youtube.com/watch

 

A  mais recente adaptação cinematográfica, realizada por Guy Ritchie: www.youtube.com/watch

 

 

 

 

publicado por AS às 19:16

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