30
Abr 09

A vida dá muitas voltas e nestes caminhos que percorremos, estas travessas da vida levaram-nos a becos e vielas, tendo chegado a um porto seguro.

É deste novo porto seguro que voltamos às actividades blogueiras, continuando a dar notícias e prometendo renovações e melhorias constantes neste nosso cantinho.

Para quem nos lê (se é que alguem nos lê) só podemos pedir desculpa e prometer que não voltaremos a ter tão longa ausência.

Temos também a apontar que neste tempo muitos livros foram lidos, muita música ouvida, muitos filmes vistos...

Temos muito para contar, recordar, partilhar... e informar, sempre mais e melhor.

Porque agora estamos de volta, às nossas aventuras, em terrenos da cultura e destas artes fascinantes, para além das nossas tecnologias.

 

A todos, um obrigado por esperarem.

              , um Olá de novo.

              , um... até breve com novidades

 

Filipe Vilhena e Alexandra Silva

publicado por FV às 17:50

23
Out 08

 

Estrunfes completam 50 anos de «vida»

 

Quais de nós é que não nos lembramos dos desenhos animados que viamos na nossa infância, dos pequenos gnomos azuis, que viviam numa aldeia cujas casas eram cogumelos e que falavam numa língua própia (o Estrumpfez)?

Estes pequenos personagens que tanto animaram a nossa infância fazem hoje 50 anos.

Criados pelas mãos do Belga Peyo, viram a sua primeira história ser publicada em 1958 na revista Spirou, embora só tenham chegado a Portugal através da televisão na década de 80. 
Nélson Dona, director do Festival de Banda Desenhada da Amadora, descreve os Estrumpfes como «um estereótipo de emoções e de sentimentos humanos», em que cada um tem a sua personalidade.

 

publicado por AS às 10:19

17
Out 08

 

 

 

Sinopse: Milo Tindle (Jude Law) é um jovem actor desempregado que se dirige à mansão de Andrew Wike (Michael Caine), um bem sucedido escritor de romances policiais, para lhe confessar que tem mantido um romance com a sua mulher.

Andrew afirma aguardar há muito por este momento - que considera ideal para cometer o crime perfeito, propondo a Tindle que este roube as jóias do cofre da sua mansão, ficando o dinheiro do seguro para Andrew e as jóias para Milo. Só que aquilo que parecia ser um inconsequente jogo acaba por ter consequências trágicas...dando início a uma batalha de génios onde nada é o que parece.

 

Crítica: Com Michael Caine e Jude Law nos principais papéis, Autópsia de um Crime é um remake do clássico de Joseph L. Mankiewicz com realização do conceituado Kenneth Branagh e argumento do dramaturgo galardoado com o Prémio Nobel da Literatura Harold Pinter.

À semelhança do que aconteceu em Alfie, os papeis que outrora pertenceram a Michael Caine, são agora atribuídos a Jude Law. Deste vez, Caine só troca de lugar e contracena com o seu sucessor numa adaptação de um filme de 1972. E, logo nas primeiras cenas se nota a adaptação para os nossos dias, uma mansão na ponta da tecnologia, à porta da mesma encontramos um luxuoso automóvel. Tudo dentro da casa mostra o estilo de vida e as posses de Andrew Wike.

Milo Tindle toca à campainha para conversar com Andrew, um homem abastado e escritor de best-sellers policiais. A conversa deverá servir para Milo convencer Andrew a divorciar-se da mulher, recentemente fugida com o actor de ascendência italiana e, às primeiras vistas, parece estar a resultar.

Wyke apenas impõe uma condição: o amante tem de conseguir manter o estilo de vida luxuoso de Maggie - a mulher - e, como tal, deverá seguir à risca um plano fraudulento que o dono da casa engendrou e que, de acordo com o que está agendado, deixaria Tindle com jóias suficientemente valiosas para fazer uma exposição num museu. Por detrás da encenação há uma vingança latente que depressa vem ao de cima e que faz de Sleuth uma espiral de chantagens, jogos físicos e psicológicos e crimes perfeitos (ou nem tanto).

Este filme acarretava com o peso de ser um remake de um filme aclamado, visto que o original (1972) foi um enorme sucesso, sendo nomeado para quatro Óscares. No entanto, embora aparente ter encenações e dramas a mais, Jude Law e Michael Caine representam muito bem os seus papéis, não perdendo a coerência, mesmo nos momentos em que se inventam subtilezas de personalidade. E, tendo em conta, que toda a história tem apenas estes dois actores em cena, é um luxo observar os seus desempenhos.

O aspecto menos favorável do filme é a forma como é filmado: a maior parte das imagens e dos diálogos são vistos através das câmaras de vigilância, tornando-o, em alguns momentos, maçador e cansativo.

publicado por AS às 15:38

15
Out 08

 

 

 

 

 

No primeiro livro, (Dexter - Um Pesadelo Raiado de Negro), foi-nos dado a conhecer Dexter Morgan, um respeitável técnico dos serviços de medicina legal da policia de Miami que tem como Hobby matar assassinos em série, pessoas que ele considera dispensáveis na sociedade. No entanto, algo começa a importunar a sua pacífica existência com o seu “Passageiro das Trevas”: o Sargento Doakes desconfia que Dexter é um criminoso (o que não está longe da verdade) e está decidido a apanhá-lo a todo o custo. Para isso, decide seguir Dexter para todo o lado, como se de uma sombra se tratasse. Então Dexter, para não ser apanhado, decide criar uma vida perfeita: passa as noites em casa da sua namorada, Rita, e dos dois filhos desta, conseguindo criar um álibi perfeito.

Até que algo vem quebrar a rotina de Dexter e de todos os polícias de Miami: um novo assassino com métodos bastante macabros espalha o terror em Miami, e ao que tudo indica, conhece Kyle Chutsky e o Sargento Doakes.  Com a irmã de Dexter, Deborah, responsável pelo caso e pessoalmente envolvida na resolução do mesmo, pede ajuda ao irmão para apanhar este sinistro criminoso, colocando Dexter a trabalhar com o seu “perseguidor”, o Sargento Doakes.

Todos estes aspectos dão uma dinâmica muito boa à história, fazendo-nos ficar muito facilmente presos ao enredo. No entanto, à semelhança do que aconteceu no primeiro livro, existem partes da história muito confusas, que se tornam difíceis de acompanhar. E embora eu considere um aspecto bastante positivo o lado humano que é dado a Dexter e aos restantes personagens da história, para alguns fãs desta saga, este aspecto pode provocar alguma desilusão, porque embora seja dado a entender ao leitor que a mudança de comportamento que se torna visível em Dexter acontece devido à necessidade de ter uma vida o mais normal possível, visto estar a ser controlado e seguido por Doakes, existem alguns comportamentos que nos fazem pensar se não haverá um certo exagero nessa mudança. Outro aspecto que dá uma dinâmica muito boa ao livro é a introdução do Dr. Danco, o assassino macabro que veio aterrorizar a polícia e, ao que parece, quer-se vingar pessoalmente de alguns agentes. O confronto de Dexter com alguém que ele admira, principalmente, pelos métodos que utiliza dá um lado bastante interessante à história, e nota-se que o autor, Jeff Lindsay, teve especial cuidado ao explorar esta questão. No entanto, um pouco à semelhança do que aconteceu no primeiro livro, a história, a dada altura desenrola-se abruptamente, acabando de forma repentina, o que é pena, pois este livro merecia mais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Até que algo vem quebrar a rotina de Dexter e de todos os polícias de Miami: um novo assassino com métodos bastante macabros espalha o terror em Miami, e ao que tudo indica, conhece Kyle Chutsky e o Sargento Doakes.  Com a irmã de Dexter, Deborah, responsável pelo caso e pessoalmente envolvida na resolução do mesmo, pede ajuda ao irmão para apanhar este sinistro criminoso, colocando Dexter a trabalhar com o seu “perseguidor”, o Sargento Doakes.

Todos estes aspectos dão uma dinâmica muito boa à história, fazendo-nos ficar muito facilmente presos ao enredo. No entanto, à semelhança do que aconteceu no primeiro livro, existem partes da história muito confusas, que se tornam difíceis de acompanhar. E embora eu considere um aspecto bastante positivo o lado humano que é dado a Dexter e aos restantes personagens da história, para alguns fãs desta saga, este aspecto pode provocar alguma desilusão, porque embora seja dado a entender ao leitor que a mudança de comportamento que se torna visível em Dexter acontece devido à necessidade de ter uma vida o mais normal possível, visto estar a ser controlado e seguido por Doakes, existem alguns comportamentos que nos fazem pensar se não haverá um certo exagero nessa mudança. Outro aspecto que dá uma dinâmica muito boa ao livro é a introdução do Dr. Danco, o assassino macabro que veio aterrorizar a polícia e, ao que parece, quer-se vingar pessoalmente de alguns agentes. O confronto de Dexter com alguém que ele admira, principalmente, pelos métodos que utiliza dá um lado bastante interessante à história, e nota-se que o autor, Jeff Lindsay, teve especial cuidado ao explorar esta questão. No entanto, um pouco à semelhança do que aconteceu no primeiro livro, a história, a dada altura desenrola-se abruptamente, acabando de forma repentina, o que é pena, pois este livro merecia mais.

 

 

publicado por AS às 21:40

13
Set 08
publicado por FV às 14:59

06
Set 08
publicado por FV às 14:55

05
Set 08

 

 

Depois de uma das maiores promoções de sempre, o cavaleiro das trevas chegou e já vem arrasando records atrás uns dos outros.

A nova saga do homem-morcego, agora conduzida por Christpher Nolan e com Christian Bale no papel principal, promete destronar a versão de Tim Burton de Gotham City, sendo que é dificil fazer esquecer a visão fabulosamente gótica que Burton deixou da cidade e do seu mais famoso residente, assim como dos vilões que sempre o acompanharam...

Neste segundo filme da nova saga, dois actores carregam o peso de substituir anteriores bons desempenhos, sendo que cabe ao já falecido Heath Ledger, aguentar o peso de substituir um dos melhores actores de sempre (Jack Nicholson) como Joker, numa personagem que se tornou o centro da promoção e do próprio filme, relegando mesmo Batman para um segundo plano. Quanto a Aaron Eckhart, é-lhe pedido que substitua Tommy Lee Jones como Two-Faces, numa visão mais politizada de Harvey Dent.

Depois de uma excelente entrada na nova visão da Saga, em Batman Begins, surgiu um grande mistério e antecipação em torno deste segundo filme. A partir do momento em que se registaram as primeiras aparições de Heath Ledger enquanto Joker, tudo isso explodiu subindo a pique o frenesim em redor do filme.

E pode-se dizer que... estão de parabéns. Todo o mito gerado em torno deste cavaleiro das trevas, teve fundamento não sendo no entanto um filme perfeito, como poderia até prever-se. Conforme já foi dito, Nolan tem que fazer esquecer a visão fabulosa e gótica que Tim Burton teve de Gotham, e fá-lo de forma fenomenal, começando The Dark Knight com uma cena em pleno dia, com muita luz e cor, apresentando a personagem mais esperada do filme: Joker. E aqui, uma palavra de pesar, pois Heath Ledger não merecia a morte, e depois desta fabulosa interpretação, o mundo do cinema está definitivamente mais pobre sem aquele de facto poderia facilmente substituir grandes nomes da representação. Ledger, com este Joker, carrega o filme, deixando papel mais facilitado para Bale, Eckhart, Michael Caine, Maggie Gyllenhaal, Gary Oldman e Morgan Freeman.

Eckhart no entanto mostra que tem muito mais potencial que aquele que haviamos visto até aqui, não envergonhando ninguém e estando mesmo fenomenal como um Two-Faces político, mas inseguro e decididamente com dois lados da mesma moeda...

De Michael Cane e Morgan Freeman, quase não é preciso falar... são decididamente dois grandes senhores da representação, cabendo a Cane um papel bastante forte enquanto Alfred, sendo o braço direito de Bruce Wayne e um seu grande amigo, tratando-o como um filho. Michael Cane mostra o quão humano consegue ser, interpretando uma personagem de si muito humana e importante no desenrolar da história. Quanto a Freeman, o seu Lucius Fox está a muito bom nivel, funcionando quase como o Q deste Batman de Nolan.

Batman/Wayne/Bale.... quase não precisa de palavras. Decididamente uma escolha acertada que ombreia com a escolha de Michael Keaton para os Batmans de Burton, embora tenha aqui, com Nolan, um lado mais pessoal, mais sentimental, e de certa forma, mais negro. Christian Bale segura bem este tipo de papel com toda a sua dedicação transformando-se ele próprio numa pessoa confusa e que de dia é um comum mortal e de noite é um vigilante que luta para limpar as ruas da sua cidade.

Maggie Gyllenhaal tem aqui um muito bom desemepenho, “tapando” a aparição no primeiro filme de Katie Holmes, estando uns furos acima da sua antecessora, e dando um lado mais emocional à história, coisa que com Holmes não havia sido tão bem explorada.

Gary Oldman tem aqui uma interpretação bastante interessante, ainda que de certo modo, um pouco curta, tal como a maior parte dos seus colegas de plateau... já que sem qualquer dúvida, Nolan terá que suar para conseguir ter alguém com tanto destaque para próximos filmes, como esse infeliz Heath Ledger, claramente no melhor Joker já visto, conseguindo mesmo bater o grande senhor que é Jack Nicholson.

publicado por FV às 16:38

01
Set 08

 

 

Depois de um grande começo com filmes como Sinais e Sexto Sentido, Shyamalan começou a perder público com O Protegido, A Vila e especialmente A Senhora da Água. Este O Acontecimento, era o momento ideal para M. Night se tentar redimir junto dos seus fãs...mas parece que ainda não é desta...

Todos esperaram demasiado do realizador indiano que mais uma vez provou que, apenas para os fãs (e não todos) ainda sabe o que faz... Se com A Vila, foi por vezes incompreendido (naquela que será uma história muito bela e inocente, recheada de grandes interpretações), A Senhora da Água foi definitivamente a gota de água... nem sendo salvo pelo facto de ser uma “bed-time-story” que contava às suas filhas.

Bem, com O Acontecimento, M.Night começa de uma forma fenomenal, retratando algo que está a fazer com que as pessoas se decidam começar a suicidar... podendo no caso extremo levar ao extermínio da raça humana.

No centro das atenções vão estar Mark Wahlberg, Zooey Deschanel, John Leguizamo e Ashlyn Sanchez, como os elementos que acabam por tentar perceber o que de facto se passa com as pessoas e tentando rapidamente fugir daquele cenário apocalíptico.

Esta premissa puxa certamente pela imaginação de qualquer um, e também pela memória, fazendo-nos recordar alguams histórias de zombies do passado.

Mas não, Shyamalan não coloca zombies nas suas histórias. O indiano é uma pessoa mais complexa, que nos leva a duvidar por vezes do mundo que nos rodeia e da realidade à nossa volta... como havia feito em O Sexto Sentido e A Vila.

Em O Acontecimento, Mark Wahlberg interpreta um professor (Elliot Moore), que com a sua mulher (Alma Moore – Zooey Deschanel)  e um amigo (John Leguizamo) e sua filha (Ashlyn Sanchez) fogem  de Filadélfia, quando são “apanhados” pelo caminho pela praga inexplicável que assola o estado. As interpretações estão a bastante bom nível, sendo que o trio principal, Wahlberg, Deschanel e Sanchez mostra desde logo uma química interessante, em especial entre Zooey e a pequena Ashlyn.

Mas, no entanto, Shyamalan, acaba por, mesmo tendo excelentes actores e boas interpretações, não cativar (mais uma vez) o publico, com uma história que se torna confusa e com muitas pontas soltas, acabando o filme sem uma explicação concreta... caindo um pouco abaixo das suas obras anteriores por este ponto... É que por muito errado, incompreendido ou mesmo louco que estivesse, as suas histórias tinham uma explicação... nesta fica ali algo a soprar no meio das árvores, a deixar-nos em suspenso sobre a real razão da praga que extermina a sociedade... sendo por isto um filme imperfeito e de certa forma perdido no universo deste grande realizador que não consegue ainda assim, desde O Sexto Sentido, uma opinião unanime nos espectadores...

publicado por FV às 16:36

30
Ago 08
publicado por AS às 08:15

26
Ago 08

 

Há 20 anos atrás, Lisboa vivia o drama do incêndio no Chiado, e ainda esse trágico momento estava demasiado presente nas nossas vidas quando nos deparamos com outro: um acidente, a caminho de Leiria para um espectáculo, tirou a vida a Carlos Paião, um dos maiores escritores de canções da sua geração e da segunda metade do século XX.

Carlos Paião desapareceu num trágico acidente de viação, aos 31 anos, ironicamente esmagado pela aparelhagem e pelas colunas de som que transportava no carro. Não me vou alongar mais acerca da sua morte, até porque esta sempre esteve demasiado envolta em polémica, mas sim vou tentar prestar homenagem a este grande senhor que desapareceu demasiado cedo.  

No dia em que Carlos Paião morreu, Amália Rodrigues, para quem ele tinha escrito seis anos antes “O Senhor Extra Terrestre” declarou à agência Lusa: Ele era uma pessoa cheia de talento e de vida. Curiosamente, essa é uma das memórias mais fortes que tenho dele, embora nessa altura tivesse apenas 7 anos. Recordo o Carlos como alguém sempre sorridente, bem-disposto, já para não falar do seu talento, pois na altura era algo que não conseguia avaliar. Mas os anos foram passando, e as diversas homenagens que lhe foram sendo prestadas fizeram-me gostar cada vez mais do seu trabalho. E hoje, aquilo que de facto interessa falar e, principalmente recordar é esse seu talento e alegria de viver que se tornava contagiante. Se hoje fosse vivo, teria 51 anos, e citando as palavras de Tozé Brito: Foi na escrita que ele foi totalmente inovador. Se hoje fosse vivo não tenho dúvida de que seria um dos compositores mais requisitados. Seria brilhante. E de facto, não poderia estar mais de acordo com esta declaração, pois acho que, pelo pouco que mostrou, Paião seria hoje um Sérgio Godinho ou até mesmo um Carlos Tê, e talentos destes nunca são demais. Este infelizmente deixou-nos demasiado cedo!

publicado por AS às 18:43

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